PEC do fim da escala 6x1 é aprovada na Câmara; veja a lista dos 22 deputados que votaram contra
Texto reduz a jornada semanal máxima de 44 para 40 horas e segue agora para votação no Senado, também em dois turnos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu neste domingo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Kuala Lumpur, capital da Malásia. O encontro, que durou cerca de uma hora, ocorreu durante a 47ª Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), onde Brasil e EUA participam como convidados.
Lula e Trump se reúnem na Malásia
Foto: Reprodução
A reunião marca um novo momento nas relações entre os dois países. Durante a conversa com a imprensa, Lula e Trump adotaram um tom pragmático diante das divergências comerciais. O principal ponto da pauta foi o chamado tarifaço aplicado pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, tema central de negociação entre as delegações.
Acho que vamos conseguir fazer alguns acordos muito bons que estamos discutindo, e eu acho que vamos acabar tendo um relacionamento muito bom – Donald Trump
Lula destacou que é possível superar as diferenças e frisou não haver razão para desavenças entre Brasil e Estados Unidos. O presidente brasileiro enfatizou que trouxe uma lista extensa de pontos para discutir e, em tom descontraído, contou ter preparado tudo por escrito e em inglês.
A reunião ocorreu a portas fechadas, com acompanhamento de ministros de Estado dos dois lados. Do lado brasileiro, participaram os ministros de Minas e Energia, Ciência e Tecnologia, e Agricultura, além do presidente do Banco Central. A presença desses nomes reforçou o peso das negociações e indicou que possíveis avanços podem impactar diferentes setores da economia brasileira.
Além das tarifas, Lula abordou temas de política internacional durante viagem pela região. Em encontro com o primeiro-ministro da Malásia, o presidente brasileiro criticou posturas adotadas por Trump, fazendo menção indireta à busca do ex-presidente norte-americano pelo Prêmio Nobel. Lula também refletiu sobre a atual instabilidade global, atribuindo muitos conflitos à falta de liderança internacional.
Em passagem pela Indonésia, Lula defendeu alternativas ao dólar em negociações comerciais e voltou a se mostrar aberto ao diálogo. Disse que nenhuma pauta está vetada nas conversas com Trump e que discute qualquer tema, inclusive Rússia e Venezuela, caso haja interesse.
O tarifaço determinado pelos EUA é visto pelo governo brasileiro como consequência de desinformação. Trump teria argumentado que a medida foi uma retaliação à suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro, aliado do republicano. O ex-presidente foi condenado por tentativa de golpe de Estado, e a atual administração acredita que as sanções se apoiam em versões distorcidas por aliados do antigo governo.
Lula afirmou que o Brasil quer “recolocar a verdade na mesa”, defendendo que os Estados Unidos não são deficitários na relação e que punições contra ministros e autoridades brasileiras carecem de fundamento. O governo brasileiro se mostra disposto ao diálogo, buscando superar impasses e fortalecer as relações bilaterais.