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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes autorização para receber assistência religiosa do padre Paulo M. Silva no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (DF), conhecido como Papudinha. Desde que foi transferido para o local, Bolsonaro já conta com visitas semanais do bispo Robson Rodovalho e do pastor Thiago Manzoni.
Bolsonaro recebe assistência religiosa de dois pastores desde que foi transferido para a Papudinha
Foto: Gustavo Moreno/STF
De acordo com o pedido encaminhado ao STF, Bolsonaro quer que as visitas do padre ocorram nos “mesmos dias e condições previamente autorizados” aos dois líderes religiosos que já o atendem. Rodovalho, da igreja Sara Nossa Terra, e Manzoni, da igreja Deus Eterno (IDE), veem o ex-presidente uma vez por semana, às terças ou às sextas-feiras, por até uma hora.
O padre Paulo chegou a ser autorizado por Moraes a visitar Bolsonaro em 5 de dezembro, quando o ex-presidente ainda cumpria prisão domiciliar em Brasília (DF). A agenda, porém, foi cancelada depois que Bolsonaro teve prisão preventiva decretada em 22 de novembro, por romper a tornozeleira eletrônica, e foi transferido para o sistema prisional.
Condenado a 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado, Bolsonaro recebe assistência religiosa desde o período em que estava em regime domiciliar. Ele e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebiam em casa, no Jardim Botânico, em Brasília, um grupo de orações às quartas-feiras.
Quando esteve preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), Bolsonaro já havia solicitado o acompanhamento espiritual de Rodovalho e Manzoni. Moraes autorizou o contato ao determinar a transferência do ex-presidente para a Papudinha e fundamentou a decisão no direito constitucional à assistência religiosa para pessoas privadas de liberdade.
Segundo o ministro, todos os presos, sejam provisórios ou definitivos, têm direito à assistência religiosa. A permissão para as visitas dos líderes religiosos foi mantida após a mudança de unidade prisional.
Bolsonaro passou por uma perícia médica na última terça-feira (20/1) e aguarda a conclusão do laudo da PF. A avaliação foi determinada por Moraes após a defesa pedir, pela quarta vez, a extensão do benefício de prisão domiciliar humanitária já concedido ao ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) Augusto Heleno.
Mesmo após apelo direto de Michelle Bolsonaro para que o benefício fosse concedido, o ministro decidiu aguardar o parecer técnico. A junta médica foi encarregada de indicar se há necessidade de adaptações na infraestrutura da Papudinha para o cumprimento da pena ou de eventual transferência do ex-presidente para um hospital penitenciário.
Bolsonaro está detido sozinho em uma cela destinada a quatro pessoas. O espaço tem cerca de 55 metros quadrados de área coberta e 10 metros quadrados de área externa, onde o ex-presidente pode tomar banho de sol em horário livre. A estrutura inclui cozinha com possibilidade de preparo e armazenamento de alimentos, banheiro com chuveiro com água quente, geladeira, armários, cama de casal e televisão.