Banco Master mantém contratos milionários com bancas ligadas a Lewandowski e Moraes
Serviços jurídicos à instituição financeira seguiram mesmo após Lewandowski se afastar formalmente da banca, que permaneceu sob comando da esposa e do filho
O dólar opera em queda na manhã desta terça-feira (27), recuando 0,48% e sendo negociado a R$ 5,2545 por volta das 10h10. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia o pregão às 10h em meio a um cenário marcado por decisões de política monetária e novos dados de inflação.
Dólar, moeda norte-americana
Foto: FreePik
Os investidores acompanham com atenção a divulgação da prévia da inflação oficial no Brasil e o início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). No exterior, ganham peso no humor dos mercados os indicadores de confiança, as incertezas políticas nos Estados Unidos e o avanço de acordos comerciais internacionais.
No Brasil, o foco da agenda é o IPCA-15 de janeiro, divulgado nesta manhã pelo IBGE, em paralelo ao começo da reunião do Copom. A prévia da inflação oficial registrou alta de 0,20% no mês, ligeiramente abaixo das estimativas do mercado.
No acumulado de 12 meses, a inflação medida pelo IPCA-15 ficou em 4,50%. O resultado reforça a percepção de perda de fôlego gradual das pressões de preços, ainda que alguns grupos sigam em alta.
Os maiores aumentos vieram de saúde e cuidados pessoais — com destaque para planos de saúde e produtos de higiene — e de comunicação, especialmente aparelhos celulares. A alimentação também voltou a subir, puxada por itens como tomate, batata, frutas e carnes, enquanto produtos como leite, arroz e café ficaram mais baratos.
Por outro lado, o grupo transportes registrou queda de preços, influenciado principalmente pelo recuo nas passagens aéreas e por medidas como tarifa zero em algumas cidades.
A primeira reunião do Copom em 2026, marcada para esta terça (27) e quarta-feira (28), ocorre em meio à expectativa de que o Banco Central inicie um ciclo de cortes de juros ainda no primeiro trimestre do ano.
De acordo com o Boletim Focus divulgado na segunda-feira (26), economistas do mercado financeiro mantiveram a projeção de que a taxa Selic cairá ao longo de 2026. Depois de encerrar 2025 em 15% ao ano — o maior patamar em quase duas décadas, usado para conter a inflação —, a expectativa segue em 12,25% ao ano para este ano.
Na prática, o mercado projeta uma redução de 2,75 pontos percentuais na Selic ao longo do período. A pesquisa Focus é feita semanalmente pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras.
No câmbio, o dólar acumula queda de 0,13% na semana e recuo de 3,81% tanto no mês quanto no ano, refletindo um ambiente de maior apetite ao risco e expectativas de flexibilização monetária à frente.
Na renda variável, o Ibovespa registra desempenho robusto. No acumulado da semana, o índice sobe 8,53%; em janeiro, a alta alcança 11,01%, mesma variação observada no ano, impulsionada por fluxo estrangeiro e perspectivas de juros mais baixos.
Nos Estados Unidos, o banco central inicia nesta terça-feira uma reunião para decidir os próximos passos da política de juros. A expectativa predominante é de manutenção da taxa no patamar atual, entre 3,5% e 3,75% ao ano.
O mercado também monitora um indicador de confiança do consumidor, que mostra como as famílias norte-americanas avaliam a situação da economia. Esses dados podem influenciar as sinalizações futuras do Federal Reserve.
Investidores acompanham com preocupação as discussões em torno da escolha do novo presidente do Fed. Há receio de que o indicado sofra pressão política para acelerar cortes de juros, o que poderia enfraquecer a percepção de independência do banco central.
Ao mesmo tempo, volta ao radar o risco de uma nova paralisação do governo dos EUA, diante do impasse no Congresso sobre o Orçamento e recursos para a área de segurança.
A sequência de confrontos públicos entre o governo e o Federal Reserve mantém a cautela nos mercados quanto ao nome que o presidente Donald Trump deve indicar para comandar o banco central após o término do mandato de Jerome Powell.
A reunião do Fed, que começa hoje e termina na quarta-feira, deverá resultar em uma nova decisão de política monetária. A avaliação predominante entre analistas é de que os juros sejam mantidos no nível atual.
No campo geopolítico, as incertezas seguem elevadas. Nesta segunda-feira, Trump decidiu elevar de 15% para 25% as tarifas sobre uma série de produtos da Coreia do Sul, incluindo carros, madeira e medicamentos.
Segundo o presidente dos EUA, a medida foi tomada porque o Parlamento sul-coreano não teria cumprido um acordo comercial firmado no ano anterior. Em resposta, a Coreia do Sul afirmou que tentará negociar uma saída para o impasse.
Ao mesmo tempo, a China anunciou a intenção de aprofundar sua aproximação com a Rússia, ampliando a cooperação entre os dois países para enfrentar riscos externos, sobretudo após a divulgação de uma nova estratégia de defesa pelos EUA.
No cenário internacional, um dos principais destaques é o acordo comercial fechado entre a União Europeia (UE) e a Índia, após 20 anos de negociações. O pacto cria uma das maiores áreas de livre comércio do mundo, com um mercado estimado em cerca de 2 bilhões de pessoas.
O novo acordo reduz tarifas em diversos setores e deve impulsionar o fluxo de comércio entre as duas regiões. A UE projeta economizar até 4 bilhões de euros por ano com a queda das taxas indianas, enquanto a Índia mira a ampliação de suas exportações de têxteis, joias e produtos de couro.
Entre os principais cortes, estão a redução dos impostos sobre carros europeus, de 110% para 10%, e sobre o vinho, de 150% para 20%. Produtos como massas e chocolate passarão a ter tarifas zeradas.
O tratado prevê ainda uma agenda ampla de cooperação em áreas como tecnologia, investimentos, circulação de trabalhadores, educação, segurança e defesa. Em um ambiente global instável, UE e Índia buscam fortalecer laços econômicos e diminuir a dependência de grandes potências como China, Rússia e Estados Unidos.
Em Wall Street, os índices futuros apontam para um dia misto, com viés positivo para ações de tecnologia e desempenho mais fraco para papéis de empresas tradicionais. Às 10h, o Dow Jones recuava 0,53%, enquanto o S&P 500 subia 0,23% e a Nasdaq avançava 0,61%.
Na Ásia, as bolsas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, apoiadas por sinais de melhora nos lucros de empresas chinesas e pelo bom desempenho recente dos mercados norte-americanos.
Na China, o índice de Xangai subiu 0,18%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores companhias do país, ficou praticamente estável, com leve queda de 0,03%. Em Hong Kong, o Hang Seng avançou 1,35%, refletindo sobretudo a alta das ações de tecnologia.
Outros mercados asiáticos acompanharam o movimento positivo. Em Tóquio, o Nikkei ganhou 0,85%. Na Coreia do Sul, o Kospi teve forte alta de 2,73%. Em Taiwan, o Taiex avançou 0,79%. Em Cingapura, o Straits Times subiu 1,28%, e, na Austrália, o S&P/ASX 200 registrou alta de 0,92%.