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O Tribunal do Júri de Ipatinga foi acionado para julgar um crime ocorrido no fim de 2024 que resultou na morte de um homem no Vale do Aço. A sessão está marcada para o dia 3 de fevereiro de 2026, às 9h, na Câmara Municipal, por solicitação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 7ª Promotoria de Justiça.
Segundo a denúncia, o crime ocorreu em 13 de dezembro de 2024, por volta das 6h13, na Rua Atenas, nº 1555, bairro Bethânia, em Ipatinga.
Foto: Divulgação
O réu é Weverton Lopes dos Santos, denunciado pela prática de homicídio qualificado consumado contra Gustavo Felipe Silva Faustino, que tinha 36 anos à época dos fatos. Segundo a denúncia, o crime ocorreu em 13 de dezembro de 2024, por volta das 6h13, na Rua Atenas, nº 1555, bairro Bethânia, em Ipatinga.
De acordo com o MPMG, Weverton teria atacado a vítima de surpresa, utilizando um meio que dificultou sua defesa, desferindo golpes com instrumento contundente que causaram a morte de Gustavo. Após o crime, o corpo foi colocado no porta-malas de um veículo e abandonado em uma área isolada no bairro Residencial Bethânia, em Santana do Paraíso, com o objetivo de assegurar a impunidade.
O automóvel foi localizado pela Polícia Militar, que encontrou o corpo em seu interior. Investigações posteriores apontaram vestígios de sangue na residência do acusado, o que reforçou os indícios de autoria.
No dia seguinte ao crime, Weverton foi preso em flagrante enquanto se deslocava como passageiro em um veículo de aplicativo, ocasião em que confessou o homicídio aos policiais. Ele permanece custodiado desde 14 de dezembro de 2024.
Além do homicídio qualificado, o Ministério Público denunciou o réu pelos crimes de ocultação de cadáver e fraude processual, todos em concurso material. A análise das qualificadoras e circunstâncias agravantes ficará a cargo do Conselho de Sentença, conforme decisão de pronúncia.
Caso seja condenado pelo Tribunal do Júri, Weverton Lopes dos Santos poderá cumprir pena estimada entre 14 e 37 anos de reclusão.
Segundo o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a submissão do caso ao Júri Popular reafirma o compromisso constitucional do Ministério Público na defesa da vida, da ordem jurídica e da segurança da sociedade, ressaltando que crimes de extrema violência não ficarão impunes.