Acusado de matar e ocultar corpo da vítima no porta-malas será julgado em Ipatinga

Weverton Lopes dos Santos será julgado em 3 de fevereiro de 2026 pela morte de Gustavo Felipe Silva Faustino, ocorrida em 2024, em caso que envolve ocultação de cadáver e fraude processual

27/01/2026 às 07:01 por Redação Plox

O Tribunal do Júri de Ipatinga foi acionado para julgar um crime ocorrido no fim de 2024 que resultou na morte de um homem no Vale do Aço. A sessão está marcada para o dia 3 de fevereiro de 2026, às 9h, na Câmara Municipal, por solicitação do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 7ª Promotoria de Justiça.

Segundo a denúncia, o crime ocorreu em 13 de dezembro de 2024, por volta das 6h13, na Rua Atenas, nº 1555, bairro Bethânia, em Ipatinga.

Segundo a denúncia, o crime ocorreu em 13 de dezembro de 2024, por volta das 6h13, na Rua Atenas, nº 1555, bairro Bethânia, em Ipatinga.

Foto: Divulgação


O réu é Weverton Lopes dos Santos, denunciado pela prática de homicídio qualificado consumado contra Gustavo Felipe Silva Faustino, que tinha 36 anos à época dos fatos. Segundo a denúncia, o crime ocorreu em 13 de dezembro de 2024, por volta das 6h13, na Rua Atenas, nº 1555, bairro Bethânia, em Ipatinga.

Acusação aponta ataque surpresa e ocultação do corpo

De acordo com o MPMG, Weverton teria atacado a vítima de surpresa, utilizando um meio que dificultou sua defesa, desferindo golpes com instrumento contundente que causaram a morte de Gustavo. Após o crime, o corpo foi colocado no porta-malas de um veículo e abandonado em uma área isolada no bairro Residencial Bethânia, em Santana do Paraíso, com o objetivo de assegurar a impunidade.

O automóvel foi localizado pela Polícia Militar, que encontrou o corpo em seu interior. Investigações posteriores apontaram vestígios de sangue na residência do acusado, o que reforçou os indícios de autoria.

Prisão em flagrante e crimes imputados

No dia seguinte ao crime, Weverton foi preso em flagrante enquanto se deslocava como passageiro em um veículo de aplicativo, ocasião em que confessou o homicídio aos policiais. Ele permanece custodiado desde 14 de dezembro de 2024.

Além do homicídio qualificado, o Ministério Público denunciou o réu pelos crimes de ocultação de cadáver e fraude processual, todos em concurso material. A análise das qualificadoras e circunstâncias agravantes ficará a cargo do Conselho de Sentença, conforme decisão de pronúncia.

Pena estimada e posição do Ministério Público

Caso seja condenado pelo Tribunal do Júri, Weverton Lopes dos Santos poderá cumprir pena estimada entre 14 e 37 anos de reclusão.

Segundo o promotor de Justiça Jonas Junio Linhares Costa Monteiro, a submissão do caso ao Júri Popular reafirma o compromisso constitucional do Ministério Público na defesa da vida, da ordem jurídica e da segurança da sociedade, ressaltando que crimes de extrema violência não ficarão impunes.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a