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O governo Luiz Inácio Lula da Silva avalia como dizer “não” a um convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sem comprometer a recente reaproximação diplomática entre Brasília e Washington.
Foto: Divulgação / Presidência da República.
A recusa é tratada como inevitável por auxiliares do Planalto, mas o desafio está na forma: a orientação é preservar o diálogo com a Casa Branca, mantendo canais políticos e econômicos abertos, ao mesmo tempo em que o Brasil tenta evitar desgastes na cena interna e externa.
Integrantes do governo avaliam que qualquer gesto em direção a Trump tende a ser explorado pelos adversários de Lula e a gerar constrangimento junto a aliados internacionais, sobretudo em temas como democracia, direitos humanos e meio ambiente.
Ao mesmo tempo, a estratégia brasileira busca preservar interesses comerciais, parcerias tecnológicas e cooperação em áreas sensíveis, como defesa e segurança, considerados relevantes para a agenda externa atual do país.
Após um período de distanciamento e atritos diplomáticos em gestões anteriores, o Palácio do Planalto vê a relação com Washington como parte de um movimento mais amplo de reinserção do Brasil no cenário internacional, com maior protagonismo em fóruns multilaterais.
Nesse contexto, o convite de Trump é visto como um teste à capacidade do governo de combinar pragmatismo diplomático com a defesa de suas posições políticas, sem sinalizar um alinhamento automático à atual administração norte-americana.
A alternativa em estudo passa por uma resposta que invoque compromissos de agenda e enfatize a disposição de manter o diálogo em outros formatos, como encontros multilaterais ou reuniões técnicas entre equipes dos dois governos.
O objetivo é transmitir que a recusa ao convite não representa um esfriamento das relações bilaterais, mas uma decisão calibrada para evitar desgaste político e preservar a imagem internacional do Brasil, em linha com a política externa anunciada por Lula em seu novo mandato.