STF mantém prisão preventiva do 'Careca do INSS' por suspeita de fraudes milionárias

Ministro André Mendonça decide manter detenção de Antônio Carlos Camilo Antunes, apontado pela PF como operador de esquema que teria movimentado R$ 53,9 milhões em descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas

27/01/2026 às 17:36 por Redação Plox

O ministro André Mendonça, relator das ações sobre o escândalo do INSS no Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter a prisão preventiva de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, ao rejeitar o pedido de soltura apresentado por sua defesa.

O ministro André Mendonça rejeitou o pedido apresentado pela defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que será mantido preso preventivamente

O ministro André Mendonça rejeitou o pedido apresentado pela defesa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, que será mantido preso preventivamente

Foto: Rosinei Coutinho/STF


Antunes é investigado pela Polícia Federal (PF), que o aponta como um dos principais operadores de golpes que fraudaram benefícios de aposentados e pensionistas. Preso desde setembro do ano passado, ele segue em regime de prisão preventiva no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Investigações apontam repasse milionário

De acordo com o inquérito da PF, o lobista teria recebido R$ 53,9 milhões de associações responsáveis por descontos ilegais em benefícios pagos pelo INSS a aposentados e pensionistas. Essas apurações também são analisadas pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, instalada no Congresso Nacional para investigar o esquema.

Em setembro, Camilo Antunes depôs em audiência pública da comissão. Na ocasião, negou ter fraudado aposentados e pensionistas e alegou que a prisão foi decretada com base em “dados mentirosos”.

Decisão confirmada na Segunda Turma do STF

A decisão de André Mendonça de decretar a prisão de Antunes foi referendada pela Segunda Turma do Supremo. Na mesma operação da PF que levou à prisão do “Careca do INSS”, o STF também autorizou a prisão de Maurício Camisotti, igualmente apontado como peça central nas fraudes.

Segundo a Polícia Federal, Camisotti atuava como sócio oculto de uma entidade e era beneficiário direto das irregularidades na previdência. Já Antunes funcionaria como um facilitador: suas empresas recebiam das entidades o dinheiro descontado de forma irregular dos benefícios pagos pelo INSS e, em seguida, ele repassava os valores a pessoas ligadas às associações investigadas ou a servidores do instituto.

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