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Dois vazamentos de lama em menos de 24 horas, em minas da mesma empresa, voltaram a acender o alerta na região Central de Minas Gerais e mobilizaram autoridades municipais, estaduais e federais.
Congonhas registrou o segundo extravasamento em uma mina da Vale em menos de um dia. Desta vez, o problema ocorreu na mina Viga, também operada pela mineradora.
Imagens registraram por onde a água passou.
Foto: Reprodução / Prefeitura de Congonhas.
De acordo com a Prefeitura de Congonhas, o vazamento mais recente aconteceu na noite de domingo, quando um poço de drenagem transbordou, espalhando água com sedimentos pelos cursos d’água da região.
Segundo a Defesa Civil municipal, o material já alcançou o rio Maranhão, principal curso d’água do município, que deságua no rio Paraopeba.
No mapa apresentado pelas autoridades, é possível ver a localização das duas ocorrências: a mina de Fábrica, entre Congonhas e Ouro Preto, onde ocorreu o primeiro vazamento, e a mina Viga, em Congonhas. A distância entre elas é de aproximadamente nove quilômetros.
Equipes compareceram ao local para avaliar o caso.
Foto: Reprodução / Prefeitura de Congonhas.
O novo vazamento ocorreu menos de 24 horas após o primeiro registro, quando cerca de 220 mil metros cúbicos de água com sedimentos escorreram de uma cava da mina de Fábrica, situada entre Congonhas e Ouro Preto.
Para dimensionar o volume liberado, essa quantidade é equivalente a cerca de 88 piscinas olímpicas cheias, ou aproximadamente 220 milhões de litros de água com sedimentos, o que evidencia o tamanho do vazamento.
Até o momento, não há registro de comunidades atingidas, feridos ou bloqueio de vias. Os impactos são classificados como ambientais e ainda estão sendo avaliados pelos órgãos competentes.
Em nota, a Prefeitura de Congonhas informou que acompanha a situação em conjunto com a Defesa Civil, órgãos ambientais e demais autoridades, e que segue monitorando os impactos para garantir a segurança da população.
A Prefeitura de Ouro Preto também se manifestou por meio de nota, indicando que acompanha os desdobramentos do vazamento ocorrido na mina de Fábrica, em área próxima ao município, e que mantém diálogo com órgãos fiscalizadores e com a empresa responsável.
O governo federal também acompanha o caso. O Ministério de Minas e Energia determinou que a Agência Nacional de Mineração (ANM) adote medidas urgentes, incluindo fiscalizações rigorosas e a apuração de eventuais responsabilidades.
Segundo comunicado da Vale, os dois extravasamentos já foram contidos, ninguém ficou ferido e as barragens da empresa não foram afetadas. A mineradora afirma ainda que não houve rejeitos de mineração, apenas água com sedimentos, e que suas estruturas seguem sendo monitoradas.
A Agência Nacional de Mineração esclareceu que não houve rompimento nem colapso de barragens e que equipes técnicas permanecem nos locais acompanhando as ocorrências.
As causas dos vazamentos nas minas de Fábrica e Viga ainda estão sendo investigadas, enquanto os órgãos de fiscalização mantêm o monitoramento das áreas afetadas e dos corpos hídricos impactados.