Inmet alerta para chuvas intensas em 24 estados; Minas está em “grande perigo”
Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
O governo federal ampliou o espaço para que os Correios possam contratar novo empréstimo com garantia da União. A autorização foi dada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quinta-feira (26).
Com a decisão, a estatal poderá buscar mais R$ 8 bilhões em crédito respaldado pelo governo federal. No fim do ano passado, os Correios já haviam fechado um financiamento de R$ 12 bilhões.
Mesmo com a ampliação do limite, integrantes do governo e da empresa não descartam que esses R$ 8 bilhões sejam viabilizados por meio de aporte direto do Tesouro Nacional, em vez de novo empréstimo.
De acordo com pessoas que participam das discussões, a definição sobre a forma de ingresso dos recursos deve ocorrer apenas no fim do primeiro semestre.

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Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
Em nota, o CMN afirmou que a ampliação do limite de empréstimos com garantias da União tem como objetivo assegurar a continuidade do Plano de Reestruturação Econômico-Financeira da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, aprovado em 10 de dezembro de 2025.
A estatal atravessa uma crise financeira sem precedentes. Entre janeiro e setembro do ano passado, o prejuízo acumulado chegou a R$ 6 bilhões. Ainda não há previsão para a divulgação do resultado fechado de 2025.
Para 2026, a projeção do governo é de aumento do déficit, alcançando R$ 9,1 bilhões.
Em dezembro, os Correios fecharam um empréstimo de R$ 12 bilhões com cinco dos principais bancos do país, com o objetivo de reforçar o caixa em meio à crise financeira.
O contrato foi firmado com Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, com validade até 2040 e garantia da União. Na prática, o respaldo do governo federal reduz o risco para as instituições financeiras que concederam o crédito.
O financiamento bilionário foi autorizado pelo Tesouro Nacional e integra o plano de reestruturação da estatal, após a apresentação de propostas de financiamento por cinco bancos.
Com o aval do Tesouro, o governo federal assume o compromisso de honrar as parcelas do empréstimo caso os Correios fiquem inadimplentes, funcionando como uma garantia adicional para os credores.
No início de dezembro, o Tesouro recusou uma proposta de R$ 20 bilhões que vinha sendo negociada com um consórcio de bancos. O comitê responsável aceitava juros de até 18% ao ano, mas a oferta apresentada previa taxa de 20% ao ano.
Após aprovar o empréstimo de R$ 12 bilhões, o Tesouro Nacional ressaltou que a operação respeitou o limite de juros estabelecido para financiamentos com garantia da União e atendeu aos critérios definidos para avaliar a capacidade de pagamento de estatais que têm plano de reequilíbrio aprovado pelas instâncias competentes.