Inmet alerta para chuvas intensas em 24 estados; Minas está em “grande perigo”
Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
A Coca-Cola planeja investir R$ 30 bilhões no Brasil até 2030, de acordo com declaração do vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. O anúncio foi feito em Brasília, durante evento que reuniu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e executivos da companhia. Ainda não há informações públicas sobre o cronograma, a divisão regional dos aportes ou o número de unidades previstas.
Vice-presidente Geraldo Alckmin
Foto: Cadu Gomes/VPR
Segundo Alckmin, o plano de investimentos envolve a aplicação de R$ 30 bilhões até 2030 na instalação de novas fábricas e centros de distribuição nas cinco regiões do país. A informação foi apresentada em agenda na capital federal que aproximou governo e representantes da empresa.
As reportagens divulgadas até o momento indicam que o vice-presidente não detalhou como os recursos serão distribuídos, nem quais estados devem receber as novas estruturas. Parte do anúncio segue, portanto, como informação ainda em apuração, especialmente no que diz respeito a locais, prazos e impacto em geração de empregos.
Nas declarações registradas pela imprensa, Alckmin relatou que a empresa comunicou o plano de investimento diretamente ao presidente Lula e que os recursos devem ser concentrados em novas fábricas e centros de distribuição em todo o país.
Como contexto da presença da marca no Brasil, o governo federal já havia divulgado, em 2025, a reinauguração de uma fábrica da Coca-Cola FEMSA em Porto Alegre (RS), após enchentes. Na ocasião, foram citados investimentos relacionados à reconstrução e a melhorias operacionais no estado, sinalizando que a companhia e suas engarrafadoras mantêm projetos industriais e logísticos em andamento no país.
Um plano de investimento da ordem de R$ 30 bilhões até 2030 tende a ter impacto relevante sobre diferentes elos da economia. A abertura ou ampliação de fábricas e centros de distribuição pode impulsionar contratações diretas e indiretas, envolvendo obras, transporte, embalagens, manutenção e uma série de serviços associados.
Na logística, a criação de novos centros de distribuição tem potencial para reduzir prazos de entrega e custos de transporte, com reflexos sobre o varejo e o abastecimento regional. No setor de bebidas, um movimento dessa escala pode pressionar concorrentes e estimular novos aportes em capacidade produtiva e eficiência logística.
A expectativa é que a Coca-Cola, ou o conjunto de engarrafadoras que compõe o sistema da marca no Brasil, apresente documentos ou comunicações adicionais, como nota oficial, materiais a investidores ou anúncios públicos que detalhem o plano. A apuração deve se concentrar em pontos como estados contemplados, valores por etapa, calendário de obras e estimativas de empregos.
Também são esperados desdobramentos em negociações com governos estaduais e prefeituras, envolvendo licenciamento, possíveis incentivos, cessão ou doação de áreas e contrapartidas locais. Esses movimentos devem indicar quais regiões serão priorizadas na distribuição dos investimentos projetados até o fim da década.