Inmet alerta para chuvas intensas em 24 estados; Minas está em “grande perigo”
Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
A direita marcou para o dia 1º de março de 2026 uma série de manifestações com o mote “Acorda Brasil – Fora Lula, Moraes e Toffoli”. O principal ato está previsto para a Avenida Paulista, em São Paulo, com concentração às 14h. A convocação foi divulgada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e prevê mobilizações em outras cidades do país, em locais e horários definidos por organizadores locais.
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Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)
A chamada para os protestos apresenta como pauta central a defesa do impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dos ministros do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. A expectativa dos organizadores é que a agenda “Fora Lula, Moraes e Toffoli” se desdobre em atos em várias capitais e cidades do interior, tomando a Paulista como principal vitrine.
Após a divulgação inicial, páginas de movimentos e grupos locais passaram a listar pontos de encontro e trajetos em diferentes regiões do país. Um site do movimento reúne endereços de manifestações em estados como Minas Gerais (Belo Horizonte), Rio de Janeiro (Rio), Distrito Federal (Brasília), Pernambuco (Recife), Rio Grande do Sul (Porto Alegre) e São Paulo, entre outros. A relação de cidades e locais, porém, pode sofrer alterações e depende de confirmação pelos próprios organizadores.
Até o momento da apuração, a convocação circula principalmente em publicações de parlamentares, organizadores e páginas ligadas ao movimento. Em São Paulo, bastidores da organização do ato na Avenida Paulista apontam divergências sobre o tom dos discursos contra o STF.
Lideranças discutem se a manifestação deve priorizar ataques diretos a ministros específicos ou concentrar o foco em pautas mais amplas, como pedidos de anistia e críticas institucionais. A mesma apuração indica a presença de nomes ligados ao campo bolsonarista e menciona que o ato foi convocado por Nikolas Ferreira e organizado, entre outros grupos, por integrantes do movimento “Nas Ruas”.
Em termos práticos, a realização de atos simultâneos tende a impactar trânsito, segurança e serviços públicos em áreas centrais. Em vias como a Avenida Paulista, orlas e grandes praças, manifestações de grande porte costumam provocar interdições, lentidão e mudanças de trajeto para veículos particulares e transporte público.
A orientação para motoristas e usuários é acompanhar comunicados e canais oficiais de órgãos locais de trânsito e segurança no dia do evento, já que podem ocorrer bloqueios pontuais, desvios de linhas de ônibus e alterações no acesso a hospitais e serviços em regiões próximas aos protestos.
No plano político, as manifestações se inserem em um cenário de disputa interna na própria direita sobre prioridades de mobilização, que vão de críticas ao STF a pedidos de anistia e estratégias eleitorais. Esse contexto pode influenciar tanto o tamanho dos atos quanto o tom dos discursos.
Como parte da convocação é descentralizada, a confirmação de cidades, horários e trajetos deve ocorrer até a véspera, a partir de anúncios de organizadores locais e de novos comunicados do movimento.
Prefeituras e órgãos de trânsito tendem a detalhar, mais perto da data, eventuais planos de operação para o dia 1º de março de 2026, incluindo interdições, rota de desfiles, bloqueios e mudanças no transporte coletivo.
No dia dos atos, a cobertura deve acompanhar estimativas de público, registros de ocorrências, presença de lideranças políticas e como a agenda “Fora Lula, Moraes e Toffoli” repercute no Congresso e no Judiciário, tanto em termos de discurso quanto de eventuais desdobramentos institucionais.