Inmet alerta para chuvas intensas em 24 estados; Minas está em “grande perigo”
Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
O fotógrafo Manoel Querino foi preso na manhã desta sexta-feira (27) durante uma operação da Polícia Civil de Minas Gerais que apura denúncias graves envolvendo adolescentes e jovens no Vale do Aço.
Após o primeiro contato, segundo relatos, as abordagens evoluíam para situações de constrangimento e pressão para produção de conteúdo íntimo.
Foto: Divulgação/Polícia Civil
Ele é apontado como responsável por uma suposta agência de influenciadores com atuação em Coronel Fabriciano. Conforme as investigações, o profissional utilizava as redes sociais para se aproximar das vítimas com promessas de projeção na internet e oportunidades no meio digital. Após o primeiro contato, segundo relatos, as abordagens evoluíam para situações de constrangimento e pressão para produção de conteúdo íntimo.
Relatos de ex-integrantes e dinâmica da suposta agência
O caso ganhou maior repercussão após ex-integrantes do grupo, como Yasmim Carvalho e Luiz Santos, concederem entrevista ao Plox e relatarem experiências vividas na suposta agência. Eles detalharam como funcionavam os convites para ensaios e encontros, inicialmente apresentados como oportunidades comuns de trabalho.
De acordo com depoimentos colhidos pela polícia, algumas reuniões teriam ocorrido em hotéis da região, onde modelos — inclusive menores de idade — teriam sido pressionadas a participar de gravações e sessões fotográficas de cunho sexual. As denúncias apontam ainda que negativas eram recebidas com insistência e cobranças, sob o argumento de que esse tipo de material seria essencial para alcançar destaque nas redes sociais.
Entre os registros está o relato individual de uma adolescente de 17 anos que afirma ter sido vítima de assédio em estabelecimentos comerciais no Centro de Coronel Fabriciano. Segundo a jovem, o fotógrafo teria feito investidas físicas sem consentimento e insistido em propostas consideradas inadequadas, mesmo após repetidas recusas.
As investigações indicam que o grupo funcionava sem remuneração formal aos participantes e que os envolvidos eram submetidos a rotinas extensas de gravação. A polícia trabalha com a hipótese de que o número de vítimas possa ultrapassar uma centena ao longo dos últimos anos.
Após as denúncias se espalharem pelas redes sociais no domingo (22), o suspeito teria tentado excluir conversas e conteúdos digitais.
A Polícia Civil convocou uma coletiva de imprensa para a manhã desta sexta-feira (27), quando deve apresentar mais detalhes sobre a prisão e o andamento do inquérito. Novas informações deverão ser divulgadas após a conclusão dessa etapa das investigações.