Jaqueta de Dinho é encontrada intacta após exumação dos Mamonas Assassinas em Guarulhos
Peça atribuída ao vocalista estava “totalmente conservada” quase 30 anos após o acidente de 1996 e segue sob responsabilidade do cemitério, enquanto não há decisão sobre possível uso no memorial do grupo
27/02/2026 às 10:50por Redação Plox
27/02/2026 às 10:50
— por Redação Plox
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A jaqueta atribuída a Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas, encontrada em estado “totalmente conservado” durante a exumação dos corpos da banda em Guarulhos (SP), reacendeu a memória do grupo quase três décadas após o acidente aéreo de 1996. O item surgiu no contexto do projeto de criação de um memorial no Cemitério Primaveras, onde os cinco integrantes foram sepultados, e permanece sob guarda do cemitério enquanto não há definição oficial se integrará a futura homenagem.
Jaqueta encontrada durante exumação
Foto: Reprodução
Jaqueta preservada após quase 30 anos
O procedimento de exumação, realizado no Cemitério Primaveras, envolveu os corpos de Dinho (Ayrton Senna da Silva), Bento Hinoto, Samuel Reoli, Júlio Rasec e Sérgio Reoli. Durante os trabalhos, uma jaqueta foi localizada em condição de conservação considerada incomum para o tempo decorrido desde o sepultamento, em março de 1996.
Relatos publicados recentemente indicam que a peça teria sido colocada junto ao caixão no momento do enterro e permaneceu no local desde então. As fontes divergem apenas sobre a posição exata da jaqueta — se estava sobre, sob ou dentro do caixão —, mas convergem ao apontar que o item estava associado ao sepultamento e foi encontrado preservado durante a exumação.
Memorial em Guarulhos e destino do acervo
De acordo com informações divulgadas por veículos de imprensa, a jaqueta permanece sob responsabilidade do cemitério até a decisão final sobre sua inclusão no memorial dedicado aos Mamonas Assassinas. Publicações descrevem que a peça era utilizada pela equipe da banda e passou a ser tratada como um possível destaque na futura exposição.
Reportagens também mencionam que o projeto do memorial, ligado ao Cemitério Primaveras/BioParque em Guarulhos, prevê uma homenagem que inclui cremação e uso simbólico das cinzas dos integrantes no plantio de árvores, conforme nota divulgada em rede social associada ao grupo.
Se confirmada na mostra permanente, a jaqueta de Dinho tende a se tornar um dos itens de maior interesse do público, pela carga simbólica e pela preservação considerada rara após quase 30 anos.
Repercussão entre fãs e expectativa em Guarulhos
Entre fãs e moradores de Guarulhos, cidade de origem dos Mamonas Assassinas, o episódio reforça a mobilização em torno da criação do memorial e aumenta a expectativa sobre detalhes de visitação, curadoria e forma de exibir o acervo. A descoberta da jaqueta, em especial, alimenta o interesse por informações oficiais sobre o destino do item.
O plano de transformar o espaço em um ponto de homenagem, com elementos como o plantio de árvores a partir das cinzas, deve envolver futuras cerimônias públicas, definição de regras de acesso e divulgação de um cronograma de funcionamento.
O que ainda falta definir
Ainda não há confirmação pública sobre como será feita a preservação técnica da jaqueta nem sobre os critérios de exposição do item. A expectativa é de que novas comunicações do cemitério e de representantes ligados ao acervo dos Mamonas detalhem o processo de conservação, o formato do memorial e a dinâmica de visitação gratuita mencionada nas reportagens.
Entre os pontos em aberto estão:
– O destino oficial da jaqueta, se será incorporada ao memorial ou mantida apenas sob guarda;
– O cronograma de implantação do espaço no Cemitério Primaveras/BioParque, em Guarulhos, e a forma de acesso do público;
– Esclarecimentos técnicos sobre a exumação e sobre as condições que permitiram a conservação do item encontrado.