Lula avalia viagem a Minas após agravamento dos estragos das chuvas

Presidente considera ir à Zona da Mata, com foco em cidades como Juiz de Fora e Ubá, enquanto o Planalto ainda não confirma a agenda e a União amplia ações emergenciais

27/02/2026 às 08:32 por Redação Plox

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva avalia uma viagem a Minas Gerais em meio ao agravamento dos estragos provocados pelas chuvas na Zona da Mata, com atenção especial para cidades como Juiz de Fora e Ubá. A agenda ainda não foi confirmada pelo Planalto, mas o governo federal já mobilizou equipes, reconheceu a situação de calamidade e anunciou medidas emergenciais para assistência humanitária e restabelecimento de serviços.

Na terça-feira (24/2), Lula anunciou o envio de apoio às regiões mais afetadas pelas chuvas em Minas Gerais

Na terça-feira (24/2), Lula anunciou o envio de apoio às regiões mais afetadas pelas chuvas em Minas Gerais

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


Governo intensifica resposta às chuvas em Minas

As fortes chuvas que atingem Minas Gerais nos últimos dias causaram alagamentos, deslizamentos e interrupções de serviços, sobretudo na região da Zona da Mata. Diante do agravamento do cenário, o governo federal ampliou a atuação na área.

O Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) enviou o ministro Waldez Góes a Juiz de Fora para acompanhar de perto a situação e formalizar o apoio da União. Houve reconhecimento federal de calamidade no município e, de forma sumária, em Ubá e Matias Barbosa.

Paralelamente, foram liberados recursos federais para ações de assistência e restabelecimento, em especial para os municípios mais atingidos. Segundo noticiário regional, a Rádio Itatiaia informou a liberação de R$ 3,4 milhões para Ubá e Juiz de Fora, no contexto da resposta emergencial às chuvas.

Alerta máximo para chuvas intensas na Zona da Mata

A situação meteorológica segue sob monitoramento. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta de “grande perigo” para chuvas intensas em áreas de Minas Gerais, com risco elevado de novos alagamentos e deslizamentos, especialmente na Zona da Mata.

De acordo com informações destacadas pela Agência Brasil, a previsão é de volumes elevados de chuva, com possibilidade de grandes alagamentos e deslizamentos, o que tende a ampliar áreas de risco e dificultar o retorno de moradores a residências já afetadas por enxurradas e deslizamentos.

Lula pode ir a Minas em meio à crise

A possível viagem de Lula a Minas Gerais, em avaliação pelo Planalto, torna-se o eixo político da resposta federal às chuvas no estado. Uma ida do presidente à região pode concentrar anúncios de novos repasses, reforço de equipes e medidas de reconstrução.

Por ora, contudo, a viagem segue como possibilidade e depende de confirmação oficial, ainda sem definição de data, roteiro ou cidades que seriam incluídas na agenda.

Efeitos para moradores, prefeituras e articulação política

Para moradores das áreas atingidas, o alerta meteorológico indica risco de novos episódios de chuva forte, com potencial de ampliar danos, retardar o retorno para casas em áreas vulneráveis e pressionar estruturas de abrigo e assistência.

Para as prefeituras, o reconhecimento federal de calamidade tende a acelerar os trâmites para acesso a ajuda e recursos, facilitando ações imediatas de resposta, limpeza urbana, assistência humanitária e, posteriormente, reconstrução de infraestrutura.

No campo político, a articulação entre governo federal e administrações locais ganha peso. Uma eventual presença de Lula em Minas poderá servir de vitrine para anúncios de medidas adicionais, mas ainda está condicionada à definição da agenda oficial.

Próximos passos e monitoramento

A expectativa agora é pela confirmação ou não da viagem de Lula a Minas, que pode redefinir o foco das ações federais na região. Ao mesmo tempo, órgãos de defesa civil e meteorologia seguem acompanhando a persistência das chuvas e mapeando as áreas sob maior risco.

Nos próximos dias, a tendência é de detalhamento dos repasses a cada município afetado e das medidas de assistência que serão priorizadas, incluindo funcionamento de abrigos, atendimento em saúde, limpeza de áreas impactadas e ações iniciais de reconstrução.

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