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Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
Dor ou pressão no peito é o sinal mais conhecido de problemas nas artérias do coração, mas está longe de ser o único. O entupimento desses vasos, quadro chamado de doença arterial coronariana, pode se instalar ao longo de anos e, em muitas pessoas, só dá sinais quando o fluxo de sangue já está bastante comprometido ou quando ocorre um evento agudo, como o infarto. Nesse contexto, reconhecer os sinais que o corpo dá quando as artérias do coração estão entupidas e procurar ajuda rapidamente pode fazer diferença no desfecho.
Foto: Pixabay
O tema voltou a ganhar espaço em conteúdos de saúde com a ideia de que “o corpo avisa” quando as artérias coronárias estão comprometidas. Na prática, médicos e órgãos de saúde descrevem um conjunto de manifestações relacionadas à redução do fluxo sanguíneo no coração (angina) e às situações de emergência, como a síndrome coronariana aguda e o infarto.
Esses sintomas não são idênticos para todas as pessoas. Em alguns grupos, como idosos e diabéticos, os sinais podem ser menos “clássicos” ou mais vagos, o que aumenta o risco de demora para procurar atendimento. Ainda assim, há padrões que merecem atenção especial quando surgem de forma súbita, intensa ou diferente do habitual.
De acordo com o Ministério da Saúde, o infarto costuma se manifestar com dor ou desconforto no peito, frequentemente acompanhado de sensação de aperto ou peso. Essa dor pode irradiar para o braço (especialmente o esquerdo), para as costas e para o rosto, e vir junto de suor frio, palidez, falta de ar e sensação de desmaio.
O órgão ressalta que, em idosos, a falta de ar pode ser o principal sintoma, e que tanto idosos quanto pessoas com diabetes podem ter infarto sem sinais típicos, exigindo atenção a mal-estar súbito e diferente do usual.
Nas Linhas de Cuidado do SUS, a recomendação é tratar como sinal de alerta a dor ou pressão no peito de início súbito, intensa, que dura mais de 20 minutos e não melhora facilmente, sobretudo se vier acompanhada de falta de ar, suor intenso, náuseas, vômitos ou desmaio. Nessas situações, a orientação é acionar o SAMU 192 ou procurar um serviço de emergência.
Entidades internacionais, como a American Heart Association, descrevem quadro semelhante para a síndrome coronariana aguda, com dor ou desconforto no peito (como pressão, aperto, queimação ou dor), que pode se espalhar para pescoço, mandíbula, ombros, braços, região do estômago ou costas, associada a falta de ar, tontura, náusea e sudorese — um conjunto típico de emergência.
Já o NHLBI/NIH chama atenção para o fato de que a doença coronariana pode ser “silenciosa” por um tempo. Em muitos casos, os sintomas aparecem com esforço e melhoram com o repouso, mas dor no peito em repouso ou que não passa é motivo para avaliação imediata, pois pode indicar infarto em andamento.
Para o dia a dia, alguns sintomas são considerados sinais de alerta, especialmente quando são novos, fogem do padrão ou aparecem em conjunto. Entre eles estão:
Dor, pressão, aperto ou queimação no peito, que pode piorar com esforço físico ou estresse e aliviar com repouso, ou surgir mesmo em repouso.
Dor irradiada para um ou ambos os braços, ombros, pescoço, mandíbula, costas ou parte alta do abdome.
Falta de ar, tanto aos esforços leves quanto em repouso, quando antes a pessoa tolerava essas atividades sem dificuldades.
Suor frio, palidez, tontura e sensação de desmaio, sobretudo se associados a desconforto no peito ou mal-estar repentino.
Náuseas, vômitos ou sensação de indigestão que foge do habitual, sem explicação clara, também podem acompanhar eventos cardíacos.
Cansaço incomum e queda importante da tolerância a esforços são citados como alerta em alguns perfis, como idosos e mulheres, podendo aparecer ao lado de outros sintomas.
Nesses quadros, especialmente quando surgem de forma súbita ou pioram em pouco tempo, a avaliação médica é recomendada. O corpo pode estar apontando que as artérias do coração estão sob sobrecarga ou já sofrem com entupimentos significativos.
Há situações em que a orientação é não esperar para ver se “vai passar”. São consideradas situações de emergência:
Dor ou pressão no peito forte, persistente, que dura, por exemplo, mais de 20 minutos, ou que surge em repouso.
Sintomas associados como falta de ar intensa, suor frio, desmaio ou tontura importante, náuseas e vômitos reforçam a suspeita de evento agudo.
Diante de qualquer suspeita de infarto, a recomendação é clara: ligar para o número 192 (SAMU) ou procurar imediatamente um pronto atendimento. O tempo até o início do atendimento influencia diretamente o risco de morte e de sequelas.
Como a doença coronariana pode evoluir de forma silenciosa, pessoas com fatores de risco tendem a se beneficiar de acompanhamento regular e de atenção redobrada aos sinais do corpo. Entre esses fatores estão hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, sedentarismo, obesidade e histórico familiar de problemas cardíacos.
Nesses casos, desconfortos recorrentes no peito ao esforço, falta de ar nova ou cansaço fora do padrão não devem ser ignorados. A recomendação é agendar avaliação com clínico ou cardiologista, que irá definir a necessidade de exames e o melhor plano de cuidado.
Quando os sintomas descritos surgem de forma intensa ou súbita, a orientação é tratar como urgência e buscar ajuda imediatamente pelo SAMU 192 ou em serviço de emergência.
Se os sinais são mais leves, mas se repetem — como desconforto no peito aos esforços, falta de ar nova ou queda importante da capacidade física —, o caminho é marcar consulta para investigação. A partir daí, exames e estratégias de tratamento ou prevenção serão definidos pelo profissional de saúde.
Medidas de prevenção recomendadas por órgãos de saúde incluem manter pressão arterial, glicemia e colesterol sob controle, abandonar o cigarro, praticar atividade física orientada e manter alimentação adequada. Essas ações ajudam a reduzir o risco de entupimento das artérias e, consequentemente, de eventos agudos como o infarto.