Minas Gerais chega a cinco casos confirmados de mpox em 2026, diz SES-MG

Novo registro foi notificado em Formiga, e Belo Horizonte confirmou o quarto caso no mesmo dia; pacientes evoluem bem e não há mortes

27/02/2026 às 08:05 por Redação Plox

Subiu para cinco o número de casos de mpox confirmados em Minas Gerais em 2026. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o quinto registro foi notificado nessa terça-feira (24) em Formiga, na região Central do estado.

Na mesma data, foi confirmado o quarto caso em Minas, em Belo Horizonte. Com isso, o estado soma três ocorrências na capital, uma em Contagem e outra em Formiga.


Caso foi identificado em Formiga, na região Central.

Caso foi identificado em Formiga, na região Central.

Foto: (Reprodução/Internet)

Perfil dos pacientes e situação clínica

A SES-MG informou que todos os pacientes apresentam evolução favorável, com perspectiva de cura. Os casos confirmados envolvem homens com idades entre 30 e 45 anos. Até o momento, não há registro de mortes relacionadas à doença em Minas Gerais.

No país, foram confirmados 88 casos de mpox em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde, por meio do Centro Nacional de Inteligência e Vigilância Genômica. Em 2025, Minas Gerais identificou 165 registros.

Sintomas, orientação e isolamento

A secretaria reforça que os principais sintomas da mpox incluem lesões na pele, aumento de ínguas, febre, dor de cabeça e no corpo, calafrios e fraqueza. Em caso de suspeita, a recomendação é buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde e informar eventual contato com pessoas com quadro suspeito ou confirmado.

Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação clínica e informar eventual contato com caso suspeito ou confirmado.

SES-MG

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem permanecer em isolamento até o fim do período de transmissão e evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como toalhas, roupas, lençóis e talheres. A SES-MG também destaca a importância de reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.

Tratamento e estratégia de vacinação

Segundo a pasta, o tratamento é baseado em suporte clínico para alívio dos sintomas e prevenção de complicações. Não há medicamento específico para a mpox.

A estratégia de vacinação prioriza grupos com maior risco de evolução para formas graves da doença, como pessoas vivendo com HIV/aids com imunossupressão, especialmente aquelas com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses. A vacina também é indicada para profissionais de laboratório que atuam em nível de biossegurança 2 e para pessoas que tiveram contato direto com fluidos e secreções de casos suspeitos.

Formas de transmissão

Causada pelo vírus Monkeypox, a mpox pode se espalhar entre pessoas e, ocasionalmente, do ambiente para pessoas, por meio de objetos e superfícies contaminados por um paciente infectado. Em regiões onde o vírus circula entre animais selvagens, há ainda risco de transmissão para humanos que tenham contato com esses animais.

Sinais, sintomas e complicações

A mpox pode provocar uma variedade de sinais e sintomas. Enquanto algumas pessoas apresentam quadros leves, outras podem desenvolver manifestações mais graves, exigindo atendimento em unidades de saúde.

O sintoma mais característico é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas. O quadro pode começar com febre ou ser seguido por febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção pode atingir o rosto, palmas das mãos, solas dos pés, virilha, regiões genitais e/ou anal.

As lesões também podem aparecer na boca, garganta, ânus, reto, vagina ou olhos. O número de feridas varia de uma a milhares. Em alguns casos, ocorre inflamação no reto, com dor intensa, e inflamação dos órgãos genitais, o que pode dificultar a micção.

Contexto global e circulação do vírus

A mpox é considerada uma doença endêmica na África Central e na África Ocidental desde a década de 1970. Em dezembro de 2022, a República Democrática do Congo declarou surto nacional de mpox em razão da circulação da cepa 1 do vírus.

Desde julho de 2024, casos da cepa 1b vêm sendo registrados em países como Uganda, Ruanda, Quênia, Zâmbia, Reino Unido, Alemanha, China, Tailândia, Estados Unidos, Bélgica, Angola, Zimbábue, Canadá, França, Índia, Paquistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Omã, Catar e África do Sul.

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