Inmet alerta para chuvas intensas em 24 estados; Minas está em “grande perigo”
Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
A formação de um ciclone extratropical associada a áreas de baixa pressão e instabilidades no Atlântico deve manter o risco de chuva forte a muito intensa entre esta sexta-feira (27) e o fim de semana (28/02 e 01/03), com possibilidade de volumes elevados em diferentes regiões do país. No Sudeste, o cenário é mais delicado por envolver áreas já vulneráveis a alagamentos e deslizamentos, com alertas meteorológicos em vigor e risco de transtornos em cidades e rodovias.
Projeções meteorológicas indicam a consolidação do ciclone extratropical entre a noite de sexta-feira (27/02/2026) e a manhã de sábado (28/02/2026), com potencial para elevar os volumes de chuva e intensificar instabilidades em parte do Brasil.
Em reportagens que se baseiam em análises meteorológicas, incluindo as da Meteored, nove estados são apontados como os mais expostos ao corredor de instabilidade e aos maiores acumulados previstos: Bahia, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro, São Paulo e Tocantins.
No Sudeste, a janela de maior risco se concentra entre quinta (26) e sexta (27), com possibilidade de chuva forte a muito intensa em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Segundo análise meteorológica publicada pela MetSul, o risco deve se manter no sábado (28), especialmente em áreas de Minas Gerais e do Espírito Santo.
O Sudeste aparece como a região mais sensível ao avanço do sistema por reunir grandes centros urbanos, áreas densamente povoadas em encostas e histórico recente de ocorrências graves ligadas à chuva extrema. Em Minas Gerais, o alerta tem peso adicional diante de registros de enchentes, deslizamentos, operações de resgate e deslocamento de moradores, situação acompanhada por agência internacional e ainda sujeita a atualização.
Nesse contexto, os quatro estados do Sudeste — MG, RJ, SP e ES — concentram a maior preocupação, tanto pelo potencial de acumulados expressivos quanto pela vulnerabilidade de áreas já saturadas pela chuva.
O INMET emitiu alerta vermelho (grande perigo) para acumulado de chuva em áreas do Sudeste, com indicação de volumes que podem superar 60 mm/h ou 100 mm/dia. O cenário está associado a risco elevado de alagamentos, transbordamentos de rios e deslizamentos.
O aviso citado em coberturas jornalísticas abrange áreas de Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo, com validade até 23h59 de 27/02/2026. A orientação é acompanhar com frequência os mapas e boletins atualizados, já que a área de maior risco pode se deslocar ao longo do dia.
Matérias que listam os nove estados na rota de maior instabilidade atribuem essas projeções a serviços meteorológicos privados. Para uso como informação de serviço, a recomendação é cruzar esses dados com os avisos oficiais do INMET e comunicados das Defesas Civis estaduais, que são atualizados em curto prazo e podem variar conforme o município.
Com a atuação do ciclone extratropical e a presença de instabilidades persistentes, são esperados efeitos práticos em diferentes frentes:
Risco geológico (deslizamentos): atenção redobrada em encostas, morros e áreas com histórico de escorregamentos, principalmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. O solo encharcado aumenta a chance de deslizamentos e rolamento de blocos de terra e rochas.
Alagamentos e enxurradas: possibilidade de inundações rápidas em áreas urbanas, com reflexos no trânsito, no transporte público e no acesso a hospitais e serviços essenciais, especialmente em regiões de fundo de vale e próximas a rios e córregos.
Rodovias e estradas: risco de quedas de barreira e interdições pontuais em trechos de serra e rodovias próximas a cursos d’água. Motoristas podem enfrentar trechos com pista escorregadia, poças profundas e baixa visibilidade.
População em áreas de risco: a orientação prática é acompanhar os alertas oficiais (INMET e Defesas Civis), evitar atravessar pontos alagados — seja a pé ou de carro — e observar sinais de instabilidade do solo, como rachaduras, estalos, portas emperradas e inclinação de postes ou árvores.
A atuação do ciclone extratropical e o deslocamento das faixas de maior instabilidade exigem monitoramento constante, em especial nos nove estados na rota do sistema e, de forma mais intensa, no Sudeste.
Monitoramento contínuo (sexta, 27/02): é fundamental acompanhar atualizações de curto prazo do INMET e os boletins das Defesas Civis estaduais e municipais, já que a área de maior risco pode migrar ao longo do dia, alterando o foco dos impactos.
Mapeamento local: moradores devem verificar se a cidade está dentro de área de alerta e identificar bairros, encostas e margens de rios com histórico de ocorrências em episódios de chuva intensa.
Plano de segurança: famílias que vivem em áreas vulneráveis são orientadas a definir com antecedência uma rota de saída e um local seguro para onde possam se deslocar. Em caso de sinais de deslizamento ou movimentação de terra, a recomendação é deixar o local imediatamente e acionar a Defesa Civil.
Diante da possibilidade de acumulados de chuva que podem chegar a 200 mm em pontos do país, a combinação entre informação atualizada, planejamento prévio e resposta rápida a alertas oficiais é considerada essencial para reduzir riscos e impactos nas áreas sob influência direta do ciclone extratropical.