Inmet alerta para chuvas intensas em 24 estados; Minas está em “grande perigo”
Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
Eduardo Cunha reafirmou nesta sexta-feira (27/02/2026) que pretende disputar uma vaga de deputado federal por Minas Gerais nas eleições de 2026. Em entrevista à Rádio Itatiaia, o ex-presidente da Câmara afirmou não ver “a menor chance de desistir” da candidatura e disse já ter definido o partido pelo qual pretende concorrer, embora só pretenda anunciar a sigla na última semana do prazo de filiações.
Eduardo Cunha
Foto: Foto: Divulgação
A declaração ocorre em meio a relatos de bastidores de que Cunha poderia ter recuado do plano de concorrer por Minas Gerais, diante de dificuldades para viabilizar uma filiação partidária no estado. À Rádio Itatiaia, ele refutou essa versão e reforçou que segue firme no projeto eleitoral, apresentando-se como “candidatíssimo” a deputado federal em 2026.
Informações de coluna política apontam que o Democracia Cristã (DC) aparece como possível destino partidário de Cunha, hipótese sobre a qual ele evita dar detalhes públicos. Segundo o mesmo relato, tentativas de filiação a outras legendas não avançaram, incluindo PL, Podemos e Avante.
Esse movimento integra uma estratégia mais ampla já descrita por veículos mineiros. Cunha transferiu o domicílio eleitoral para Belo Horizonte e intensificou agendas e articulações em Minas, mirando especialmente nichos com potencial de voto organizado, como o eleitorado evangélico.
Até o momento, não há confirmação oficial que encerre a disputa sobre qual sigla abrigará Eduardo Cunha em Minas Gerais. Não houve, por exemplo, registro de candidatura ou anúncio formal de filiação. O próprio ex-deputado sustenta que só divulgará publicamente o partido escolhido próximo ao fim do prazo de filiações.
Na prática, a situação permanece em aberto: a candidatura é uma intenção declarada, mas a definição partidária segue pendente de anúncio oficial e, mais adiante, de registro na Justiça Eleitoral.
Na disputa proporcional para a Câmara dos Deputados, a entrada de um nome nacionalmente conhecido tende a mexer com os cálculos de nominata e de quociente eleitoral. A expectativa é de aumento da competição interna por votos, sobretudo em segmentos nos quais Cunha busca influência, como o meio evangélico, segundo relatos de bastidores.
Para os partidos em Minas, a possível filiação do ex-presidente da Câmara provoca resistência e ruídos políticos. Reportagem com crédito de O Globo registra atrito no PL mineiro, com reação do deputado Nikolas Ferreira à hipótese de que Cunha pudesse integrar a legenda no estado.
Para o eleitor, a consequência imediata é a antecipação do debate sobre quem será candidato e por qual partido. Esse movimento influencia alianças locais, formação de palanques regionais e a composição das chapas proporcionais de olho em 2026.
Nos bastidores, a expectativa é pela confirmação pública da sigla escolhida. A tendência, segundo o próprio Cunha, é de que o anúncio seja feito apenas na reta final do prazo de filiação, o que deve prolongar a especulação nas próximas semanas ou meses.
A depender do partido anunciado, lideranças mineiras podem reagir com novas disputas internas por espaço na chapa proporcional e pela conquista de apoios regionais. Depois da definição da filiação, o próximo marco será a checagem da formalização partidária e, mais adiante, o registro oficial da candidatura no calendário da Justiça Eleitoral.