Inmet alerta para chuvas intensas em 24 estados; Minas está em “grande perigo”
Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
A apuração sobre fraudes em descontos indevidos em benefícios do INSS avançou no Congresso e no Judiciário e passou a alcançar diretamente Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O foco central, até o momento, não é uma acusação formal, mas a investigação de menções ao nome “Fábio” em mensagens e a suspeita de fluxo de dinheiro ligado a Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, apontado como operador do esquema. A CPMI aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lulinha em 26 de fevereiro de 2026, enquanto a Polícia Federal já havia solicitado medidas semelhantes ao STF, segundo reportagens.
Foto: Reprodução / Instagram
Em 26 de fevereiro de 2026, a CPMI do INSS aprovou, em bloco, uma série de requerimentos de quebra de sigilos bancário e fiscal, com destaque para o de Lulinha. A sessão foi marcada por protestos e tumulto, de acordo com registro oficial da Agência Senado. A decisão integra o esforço do colegiado para ampliar o rastreamento financeiro no caso conhecido como “Farra do INSS”, que mira descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.
Paralelamente, reportagens indicam que a Polícia Federal levou ao STF elementos para verificar se houve menções a Lulinha em materiais colhidos na investigação e se existiria alguma relação indireta com o “Careca do INSS”. Essa hipótese é negada pela defesa e segue sob apuração, em procedimento que tramita sob sigilo.
Segundo o registro da CPMI do INSS divulgado pela Agência Senado, o colegiado aprovou a quebra de sigilos bancário e fiscal, incluindo o nome de Lulinha, dentro de um pacote de requerimentos votados em conjunto. O documento não traz qualquer conclusão sobre culpa, mas formaliza a decisão política de ampliar o acesso a dados financeiros para a investigação parlamentar.
Em comunicado sobre a Operação “Sem Desconto”, a Controladoria-Geral da União relatou ações para mitigar prejuízos, apresentou números de beneficiários com descontos mensais e informou a suspensão de acordos com entidades. O órgão enfatizou que o foco está em interromper descontos indevidos e viabilizar restituições de valores, de acordo com o que for apurado nas instâncias administrativa e operacional do INSS.
Já em relação às apurações da PF e do STF, veículos de imprensa apontam que, sob sigilo, a Polícia Federal investiga menções e hipóteses como a de eventual “sócio oculto” nos negócios atribuídos ao “Careca do INSS”. O conteúdo integral dos autos e o alcance exato das suspeitas ainda dependem de confirmação documental pública mais ampla, permanecendo informações em fase de apuração.
Até aqui, com base em reportagens, o núcleo das suspeitas envolvendo Lulinha se organiza em três frentes principais:
1) Citações em mensagens – A PF teria identificado conversa em que aparece o nome “Fábio”. Investigadores apuram se a referência poderia apontar para Fábio Luís Lula da Silva. Essa correlação é uma das linhas de investigação e ainda precisa ser confirmada ou descartada a partir de análises mais detalhadas.
2) Possível fluxo de valores – Reportagens mencionam a hipótese de repasses relacionados ao “Careca do INSS” e a necessidade de verificar a origem e o destino desses recursos. A quebra de sigilos é vista como ferramenta para rastrear movimentações financeiras, identificar conexões e esclarecer se houve ou não benefício ou envolvimento de terceiros, incluindo Lulinha.
3) Hipótese de vínculo empresarial indireto – A PF teria comunicado ao STF que apura se poderia existir atuação como “sócio oculto” em negócios ligados ao investigado com o poder público. Essa hipótese é negada pela defesa e, até o momento, permanece como linha de investigação em aberto, à espera do resultado das análises técnicas e do cruzamento de dados.
Do ponto de vista investigativo, a quebra de sigilo aprovada pela CPMI e as medidas em exame no STF tendem a acelerar o mapeamento de movimentações financeiras. O objetivo é cruzar dados bancários, registros fiscais e eventuais comunicações para confirmar ou afastar as suspeitas de ligação de Lulinha com o “Careca do INSS” e com o esquema de descontos indevidos.
No plano político, a inclusão do filho do presidente no escopo das medidas investigativas eleva a tensão entre base governista e oposição. Esse fator pode influenciar o ritmo das próximas oitivas, o foco dos requerimentos e o grau de exposição pública da investigação sobre o INSS no Congresso.
Para aposentados e pensionistas, o caso continua tendo efeito direto. Beneficiários seguem relatando prejuízos com descontos não autorizados, enquanto a CGU descreve medidas de contenção e de restituição ou retenção de valores, conforme o que for sendo verificado no âmbito administrativo e operacional do INSS.
No Congresso, a CPMI deve detalhar a execução dos requerimentos aprovados, definindo o envio de ofícios, prazos e órgãos que receberão as demandas por dados. O colegiado também deverá escolher quais depoimentos e convocações serão priorizados após a votação em bloco das quebras de sigilo.
No STF e na PF, a tendência é avançar na análise técnica de informações financeiras e societárias, como relatórios de inteligência financeira, extratos, vínculos empresariais e comunicações. Novas diligências podem ser determinadas à medida que surgirem indícios ou inconsistências.
Como parte do procedimento tramita sob sigilo, a divulgação de detalhes ao público tende a ocorrer de forma parcial e escalonada. Até agora, o quadro público se resume à decisão de quebrar sigilos de Lulinha e à existência de hipóteses investigativas já noticiadas. Eventuais conclusões sobre autoria, participação ou recebimento de valores dependem do resultado das perícias, do rastreamento financeiro e do cruzamento de dados pelas autoridades competentes.