Zema justifica pedido para triplicar o próprio salário e de secretários

Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) propôs reajustar os salários a pedido do governador

Por Plox

27/03/2023 14h53 - Atualizado há mais de 2 anos

O governador Romeu Zema (Novo) justificou na última sexta-feira (24) a proposta de aumento de quase 300% nos salários do chefe do Executivo e de seus secretários em Minas Gerais. Segundo Zema, o reajuste é necessário para atrair e manter profissionais altamente qualificados nos quadros técnicos do estado. Agradecendo à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Zema compartilhou suas opiniões sobre o assunto em suas redes sociais.

A proposta, protocolada pela Mesa Diretora da ALMG, prevê um aumento escalonado nos salários do governador, passando dos atuais R$ 10,5 mil para R$ 41,8 mil até 2025. O salário do vice-governador Mateus Simões (Novo) poderá atingir R$ 37,6 mil, enquanto os vencimentos dos secretários poderão chegar a R$ 34,7 mil nos próximos dois anos. Os adjuntos poderão ter seus salários elevados a R$ 31,2 mil.

Foto: Guilherme Bergamini / ALMG

 

De acordo com a justificativa apresentada no projeto de lei, a ALMG afirma que os reajustes foram solicitados pelo Executivo e buscam corrigir os valores dos subsídios, que estão em vigor desde janeiro de 2007. A referência para o reajuste salarial seria o subsídio estabelecido para o Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado no caso do Governador e o fixado para o Deputado Estadual no caso dos Secretários de Estado.

Para estabelecer os subsídios do Vice-Governador e do Secretário Adjunto de Estado, o projeto utilizou o percentual de 90% dos valores previstos para o Governador e para o Secretário de Estado, respectivamente.

"São mais de 15 anos de congelamento dos salários dos Secretários Estaduais, situação incompatível com o cargo. Agradeço a ALMG que apresentou, a meu pedido, PL que resolve o problema", escreveu o governador no Twitter.

 

Doações
Durante sua campanha eleitoral em 2018, Zema – o candidato com maior patrimônio declarado, totalizando R$ 69.752.863,96 – registrou no 9º Ofício de Notas de Belo Horizonte a promessa de não receber salário caso fosse eleito.

Apesar de não ser possível deixar de receber o salário após ser eleito, Zema informou que ele e seu vice à época, Paulo Brant, estavam doando seus salários, enquanto os secretários recebiam normalmente.

Segundo o governo de Minas, Zema continua doando seu salário em segundo mandato.
 

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