STF: 2ª Turma decide hoje sobre possível liberação da prisão preventiva de Daniel Vorcaro
Em sessão virtual iniciada em 13/03/2026, colegiado avalia se referenda ou revisa decisão individual do ministro André Mendonça no caso ligado ao Banco Master
Durante uma sessão do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) que discutia acusações contra o pastor Davi Passamani, desembargadores fizeram comentários que causaram grande polêmica. Um deles chamou a suposta vítima de "sonsa", enquanto outro classificou as acusações de assédio moral, sexual e racismo como "modismo".
As declarações ocorreram no contexto de um processo envolvendo Passamani, fundador da igreja A Casa, em Goiânia, e previamente acusado por crimes sexuais.

Comentários geram debate:
Silvânio Divino de Alvarenga e Jeová Sardinha, desembargadores do TJGO, expressaram visões que minimizam as acusações de assédio e racismo. Alvarenga questionou a autenticidade das alegações da vítima, enquanto Sardinha mostrou ceticismo quanto à prevalência dessas questões, considerando-as uma tendência passageira.
Mudança de postura após repercussão:
Após a repercussão negativa das declarações, Alvarenga mudou seu voto em uma sessão subsequente, favorecendo a vítima no caso contra Passamani. O julgamento concluiu com três votos a dois pela condenação do pastor, evidenciando uma virada significativa motivada, possivelmente, pela reação pública e midiática.
Defesa da liberdade de expressão:
Em defesa de suas declarações iniciais, Alvarenga lamentou o que considera um período de "trevas", onde até a liberdade de pensamento estaria sendo ameaçada. Reiterou a importância do contraditório e da preservação da Constituição.
Resposta da advocacia e das vítimas:
A advogada da vítima, Taísa Steter, expressou satisfação com o desfecho, destacando o julgamento moral sofrido pela cliente e criticando a desqualificação da vítima em favor do agressor. Essa prática, segundo Steter, contraria o dever de imparcialidade esperado dos desembargadores.
Histórico de acusações contra o pastor
O caso contra Davi Passamani não é isolado. Outras mulheres já haviam denunciado o pastor por importunação sexual, com relatos de comportamentos inapropriados e avanços sexuais não consentidos. Apesar da negação dos crimes pelo pastor e da falta de provas que levou ao arquivamento de algumas denúncias pelo Ministério Público de Goiás (MPGO), a discussão sobre o tema persiste, refletindo a complexidade e a sensibilidade das questões de assédio e violência de gênero na sociedade.