Alimentos à prova do tempo: a nova moda dos estoques americanos com validade de 30 anos

O fenômeno das refeições de longa duração nos EUA e seu impacto no Brasil

Por Plox

27/03/2024 10h15 - Atualizado há 3 meses

No coração dos Estados Unidos, uma tendência peculiar tem despertado a curiosidade de muitos: o armazenamento de alimentos com até 30 anos de validade. Conhecidos como "comidas do fim do mundo", esses produtos estão ganhando espaço nos supermercados americanos e capturando a atenção dos brasileiros nas redes sociais.

Foto: Divulgação Emergency Essencials

Tendência viraliza entre brasileiros nos EUA

Diversos vídeos divulgados no Tik Tok revelam a existência dessas comidas, que são oferecidas em baldes e possuem uma durabilidade surpreendente. Essa prática de estocar alimentos para situações extremas, embora não seja nova nos Estados Unidos, recentemente se popularizou entre o público na internet.

Brasileiros residentes no norte americano estão entre os que mais contribuem para essa tendência, acumulando curtidas e visualizações ao compartilharem imagens dos produtos. Aline de Souza, por exemplo, visitou um Walmart e impressionou seus seguidores ao exibir pacotes de estrogonofe de frango com macarrão, lasanha e arroz frito com frango, todos com validade estendida até junho de 2053. Segundo ela, o preparo é simples: "é só colocar água e esperar".

Variedade e custo dos produtos surpreendem

Outros vídeos mostram versões ainda mais completas desses kits de sobrevivência, que incluem desde refeições principais até café da manhã e sobremesas, acondicionados em baldes que prometem alimentar por 25 anos. O preço desses conjuntos pode chegar a 100 dólares, cerca de 500 reais, variando de acordo com a quantidade de refeições fornecidas.

Crescimento impulsionado pela pandemia

Uma pesquisa realizada pela Finder revelou que o interesse por esses alimentos desidratados e em pó aumentou significativamente durante a pandemia de 2020 e 2021. O levantamento indica que as motivações para o acúmulo desses produtos variam desde preocupações com a pandemia até questões políticas e desastres naturais.

Enquanto a venda desses alimentos se expande por países como Alemanha, Índia, China e Reino Unido, no Brasil, essa prática ainda não encontrou espaço. Especialistas em nutrição aconselham que, exceto em situações de emergência, o consumo de alimentos naturais é sempre a melhor opção.

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