Violência escolar choca interior de São Paulo: adolescente é agredida e exposta na escola estadual

Conflito por desentendimento familiar leva a ato violento entre estudantes

Por Plox

27/03/2024 10h05 - Atualizado há 3 meses

Na terça-feira (26), um ato de violência chocou a comunidade da Escola Estadual "Maria Matilde Castein Castilho", localizada em Glicério, interior de São Paulo. Uma adolescente de 15 anos foi brutalmente agredida por colegas, que a atacaram com socos e puxões de cabelo, deixando-a seminua em público. O episódio foi presenciado pela mãe da vítima, que aguardava do lado de fora da instituição e se sentiu impotente diante da cena. Segundo a mãe, que conversou com a TV TEM, a intervenção das funcionárias da escola, que separaram as alunas após quase dois minutos de agressão, não foi suficiente para evitar o trauma vivenciado.

A agressão teria sido motivada por um desentendimento relacionado ao irmão da vítima, sugerindo uma questão familiar como pano de fundo para o conflito. A situação da adolescente é particularmente delicada, pois, conforme relatado pela mãe, ela está sob tratamento neurológico devido à suspeita de autismo. Essa condição tem feito com que a jovem sofra perseguições e bullying dentro do ambiente escolar, levantando questões sobre a segurança e o bem-estar dos estudantes.

 

Foto: Arquivo pessoal

Esforços para reparação e prevenção

Em resposta ao ocorrido, a Secretaria Estadual de Educação expressou repúdio à violência e informou que medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança na escola. As estudantes envolvidas na agressão participarão de aulas remotamente, decisão tomada pelo conselho escolar como parte das ações imediatas. Além disso, está prevista uma reunião entre a vítima e um profissional do programa Psicólogos nas Escolas para oferecer suporte emocional necessário após o incidente.

A Diretoria de Ensino de Birigui designou um supervisor para investigar a conduta dos servidores durante o evento, buscando compreender as falhas que permitiram que a situação escalasse. Adicionalmente, o Programa de Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva SP) está envolvido no caso, com planos de implementar estratégias voltadas para a conscientização sobre conflitos e a promoção de uma cultura de paz na unidade escolar.

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