Campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado em meio a alta de doenças respiratórias; veja quem deve se imunizar
Com mais de 15 milhões de doses distribuídas, estratégia prioriza grupos vulneráveis para reduzir casos graves, internações e mortes
27/03/2026 às 12:00por Redação Plox
27/03/2026 às 12:00
— por Redação Plox
Compartilhe a notícia:
A campanha nacional de vacinação contra a gripe começa neste sábado (28), em meio ao aumento de casos de doenças respiratórias no país. Dados preliminares do Ministério da Saúde apontam mais de 14 mil registros de síndrome respiratória aguda grave neste ano, com a influenza entre os principais vírus associados aos quadros mais críticos.
Com mais de 15 milhões de doses já distribuídas, a estratégia prioriza os públicos mais vulneráveis — como idosos, crianças e gestantes — e busca reduzir casos graves, internações e mortes relacionadas à doença.
Doses já começaram a ser distribuídas, e campanha prioriza grupos mais vulneráveis; imunização anual é a principal forma de evitar casos graves, internações e mortes.
Foto: Divulgação.
O que é influenza e por que ela preocupa
A influenza é uma infecção respiratória causada por vírus da família Orthomyxoviridae, principalmente os tipos A e B, responsáveis pelos quadros em humanos. Na prática, é o que se convencionou chamar de gripe — diferente do resfriado comum, provocado por outros vírus respiratórios, como rinovírus e adenovírus.
Diferença entre gripe e resfriado
Embora possam começar de forma parecida, gripe e resfriado não têm o mesmo impacto no organismo. A influenza costuma provocar febre mais alta, dor no corpo, cansaço intenso e uma queda mais evidente do estado geral.
Nos quadros iniciais, a distinção nem sempre é clara. Ainda assim, a evolução dos sintomas — especialmente a piora progressiva — é um sinal de alerta para a possibilidade de gripe e para a necessidade de atenção.
Quando a gripe deixa de ser leve
O principal alerta está na progressão dos sintomas. Falta de ar, febre persistente ou muito alta, cansaço intenso e piora do quadro respiratório indicam necessidade de avaliação médica.
Casos mais graves podem evoluir para comprometimento do trato respiratório inferior, como pneumonia — seja pelo próprio vírus, seja por infecções bacterianas associadas.
Quem deve se vacinar na campanha
A vacinação pelo SUS é direcionada prioritariamente a grupos com maior risco de complicações. Entre eles estão:
crianças de seis meses a menores de seis anos;
idosos com 60 anos ou mais;
gestantes;
pessoas com comorbidades;
profissionais de saúde e educação, entre outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde.
A priorização considera o maior risco de hospitalização e morte nesses públicos.
Por que a vacina é anual
Dois fatores explicam a recomendação de vacinação todos os anos. O primeiro é a capacidade de mutação do vírus influenza, que muda de um ano para outro, o que exige atualização da fórmula da vacina com base nos vírus mais circulantes no mundo.
O segundo é a duração da proteção, que diminui ao longo dos meses, especialmente em idosos e em pessoas com doenças crônicas.
A vacina causa gripe? E se eu me vacinar ainda posso pegar?
Não. As vacinas disponíveis são feitas com fragmentos do vírus, incapazes de se multiplicar no organismo. O objetivo é estimular a produção de anticorpos sem provocar a doença.
Mesmo assim, é possível pegar gripe após a vacinação, já que nenhuma vacina tem eficácia de 100% para impedir infecção. Ainda assim, a principal função do imunizante é evitar formas graves, reduzindo internações e mortes, sobretudo entre os mais vulneráveis.
E quem não faz parte do público prioritário
Pessoas fora do público-alvo do SUS podem se vacinar na rede privada. Eventualmente, doses remanescentes podem ser liberadas ao restante da população ao fim da campanha, mas isso depende do estoque e não deve ser aguardado como estratégia.
Posso me vacinar gripado ou após Covid?
Depende da intensidade dos sintomas. Quadros leves, como coriza e mal-estar discreto, não impedem a vacinação. Já em casos com febre ou sintomas mais intensos, a recomendação é adiar até a recuperação.
Quem teve Covid ou gripe recentemente também pode tomar a vacina, desde que tenha se recuperado da fase aguda e esteja sem sintomas importantes.
Por que a orientação é se vacinar agora
A campanha é realizada antes do pico de circulação do vírus para que a população esteja protegida no momento de maior risco.
Adiar a vacinação aumenta a chance de infecção em um período em que a influenza tende a se espalhar com mais intensidade