Socorrista do Samu se depara com o próprio filho como vítima de capotamento na BR-376
Acidente deixou o motorista morto e outras quatro pessoas em estado grave, segundo a PRF
O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou uma nova política para impedir a participação de mulheres trans em competições femininas. A medida estabelece um teste genético como critério de elegibilidade para atletas na categoria feminina dos Jogos Olímpicos.
Na prática, a regra afasta das disputas mulheres transgênero. Segundo o anúncio, apenas esportistas biologicamente do sexo feminino poderão competir na categoria feminina. A mudança passa a valer a partir da próxima edição dos Jogos, em Los Angeles, em 2028.
COI proíbe participação de atletas trans em competições femininas
Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
O novo procedimento prevê que o teste seja feito uma única vez ao longo da carreira da atleta, com coleta de amostras de saliva ou sangue. O objetivo é identificar a presença do gene SRY, localizado no cromossomo Y.
De acordo com o COI, esse gene inicia o desenvolvimento de características físicas masculinas ainda no útero. Quem tiver resultado positivo para o SRY não poderá participar da categoria feminina.
O comitê afirma que a decisão foi tomada após um ano e meio de revisão de estudos científicos, consultas com especialistas de diversas áreas e uma pesquisa com mais de 1,1 mil atletas.
Para Kirsty Coventry, primeira mulher a presidir o COI, as evidências científicas apontam que o cromossomo masculino cria vantagens em esportes que envolvem força, potência e resistência.
A medida também se insere no contexto do país que vai receber a próxima edição dos Jogos. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou em 2025 uma ação executiva que proíbe mulheres trans no esporte feminino.
Kirsty Coventry negou a influência de Trump na nova política de gênero do COI.
Até hoje, apenas uma competidora declaradamente transgênero participou das Olimpíadas: a neozelandesa Laurel Hubbard, do levantamento de peso, que terminou sem medalhas nos Jogos de Tóquio, em 2021. Pelas novas regras, Laurel seria encaminhada para a categoria masculina.
O COI informou ainda que pode abrir exceções em casos de condições genéticas raras e para atletas com distúrbios de desenvolvimento sexual, que podem ter cromossomos ligados ao sexo masculino, mas não se beneficiam do hormônio testosterona.