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O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou na manhã desta sexta-feira (27/3) o parecer final dos trabalhos do colegiado. No documento, ele pede o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e de mais de 200 pessoas.
Deputado Alfredo Gaspar realiza leitura às vésperas do fim do prazo da comissão, após revés no STF que impediu prorrogação dos trabalhos.
Foto: Reprodução / Agência Senado.
A leitura do parecer ocorre às vésperas do encerramento do prazo de funcionamento da CPMI, autorizado até este sábado (28/3). Com isso, a análise e a votação do relatório foram aceleradas.
O colegiado tentou prorrogar os trabalhos, mas não conseguiu avançar nem junto à presidência do Senado nem no apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O ministro André Mendonça determinou inicialmente a extensão do prazo de funcionamento da comissão, que apura um esquema de corrupção estimado em R$ 6,3 bilhões. A decisão, porém, foi revertida pelo plenário do STF por 8 votos a 2, o que obrigou a CPMI a encerrar as atividades dentro do prazo.
Instalada em 20 de agosto de 2025, a comissão do Congresso investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Desde então, o colegiado estruturou os trabalhos em três frentes principais.
No núcleo do INSS, foram reunidos ex-dirigentes, técnicos e procuradores do instituto, com a tarefa de esclarecer falhas na fiscalização de convênios firmados com sindicatos e associações.
Já o núcleo de sindicatos e associações concentrou representantes de entidades conveniadas ao INSS, apontadas como responsáveis por operar os descontos associativos.
Por fim, o núcleo de operadores e intermediários, descrito como central nas investigações, envolveu empresários e pessoas ligadas ao esquema, com destaque para o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.