Relator da CPMI do INSS pede indiciamento de Lulinha e mais de 200 pessoas

Alfredo Gaspar (PL-AL) apresentou o parecer final nesta sexta (27/3), às vésperas do encerramento do prazo da comissão, que apura descontos indevidos em benefícios do INSS

27/03/2026 às 12:25 por Redação Plox

O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), apresentou na manhã desta sexta-feira (27/3) o parecer final dos trabalhos do colegiado. No documento, ele pede o indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, e de mais de 200 pessoas.

Deputado Alfredo Gaspar realiza leitura às vésperas do fim do prazo da comissão, após revés no STF que impediu prorrogação dos trabalhos.

Deputado Alfredo Gaspar realiza leitura às vésperas do fim do prazo da comissão, após revés no STF que impediu prorrogação dos trabalhos.

Foto: Reprodução / Agência Senado.


Relatório é lido na reta final do prazo da comissão

A leitura do parecer ocorre às vésperas do encerramento do prazo de funcionamento da CPMI, autorizado até este sábado (28/3). Com isso, a análise e a votação do relatório foram aceleradas.


O colegiado tentou prorrogar os trabalhos, mas não conseguiu avançar nem junto à presidência do Senado nem no apelo ao Supremo Tribunal Federal (STF).

STF revê decisão e comissão é obrigada a concluir trabalhos

O ministro André Mendonça determinou inicialmente a extensão do prazo de funcionamento da comissão, que apura um esquema de corrupção estimado em R$ 6,3 bilhões. A decisão, porém, foi revertida pelo plenário do STF por 8 votos a 2, o que obrigou a CPMI a encerrar as atividades dentro do prazo.

CPMI foi instalada em agosto de 2025 e dividiu apuração em três frentes

Instalada em 20 de agosto de 2025, a comissão do Congresso investiga descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Desde então, o colegiado estruturou os trabalhos em três frentes principais.


No núcleo do INSS, foram reunidos ex-dirigentes, técnicos e procuradores do instituto, com a tarefa de esclarecer falhas na fiscalização de convênios firmados com sindicatos e associações.


Já o núcleo de sindicatos e associações concentrou representantes de entidades conveniadas ao INSS, apontadas como responsáveis por operar os descontos associativos.

Por fim, o núcleo de operadores e intermediários, descrito como central nas investigações, envolveu empresários e pessoas ligadas ao esquema, com destaque para o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.

Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a