Relator da CPMI do INSS pede prisão preventiva de Lulinha e indiciamento de 216 pessoas
Parecer final de Alfredo Gaspar (PL-AL) cita crimes como tráfico de influência e lavagem de dinheiro e será lido nesta sexta (27), após STF barrar prorrogação
27/03/2026 às 13:18por Redação Plox
27/03/2026 às 13:18
— por Redação Plox
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O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), pediu a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no parecer final da comissão. O documento também solicita o indiciamento do banqueiro Daniel Vorcaro, do Master, do senador Weverton Rocha (PDT-MA), do deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG) e de mais 212 pessoas.
Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha
Foto: Reprodução
Relatório será lido após decisão do STF sobre prazo da comissão
O relatório final da CPMI está previsto para ser lido nesta sexta-feira (27), depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) barrar a prorrogação dos trabalhos do colegiado. O prazo de encerramento da comissão termina neste sábado (28).
Relator aponta crimes atribuídos a Lulinha
No parecer, Gaspar indicou que Lulinha teria cometido os crimes de tráfico de influência, lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores, organização criminosa e participação em corrupção passiva.
– À luz de todo o exposto, e considerando a gravidade dos elementos reunidos ao longo das investigações conduzidas por esta CPMI, pela Polícia Federal e pelos órgãos de controle, conclui-se pelo indiciamento de Fábio Luís Lula da Silva pelos crimes acima – afirmou o relator.
Alfredo Gaspar
Weverton Rocha e Euclydes Pettersen também são alvo de pedidos de indiciamento
Em relação ao senador Weverton Rocha, o relatório afirma que o parlamentar teve “atuação estratégica como liderança política e suporte institucional da organização criminosa”. Segundo Gaspar, Weverton teria atuado como articulador para garantir a fluidez dos interesses do grupo dentro da administração pública, o que teria permitido a manutenção e a expansão do sistema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. O senador foi indiciado pelos crimes de advocacia administrativa, organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.
Já o deputado Euclydes Pettersen teve o pedido de indiciamento sob a alegação de que foi figura essencial no esquema de fraudes da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Rurais (Conafer) e um dos destinatários de propinas. O parlamentar foi indiciado por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva e peculato.
Relatório cita “Careca do INSS” e empresário apontado como beneficiário
O texto também pede o indiciamento de dois apontados em investigação da Polícia Federal como principais operadores do esquema de descontos ilegais em aposentadorias. Um deles é Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção passiva, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica e furto eletrônico.
Gaspar chama o Careca do INSS de “principal operador financeiro” do esquema de descontos não autorizados em aposentadorias.
O outro nome citado é o empresário Maurício Camisotti, com pedido de indiciamento por organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, falsidade ideológica, inserção de dados falsos em sistema de informática, fraude eletrônica e furto eletrônico. Segundo o relator, a justificativa se apoia na posição atribuída a Camisotti como liderança estratégica e beneficiário final de uma estrutura de arrecadação ilícita contra o INSS, operada por meio do Grupo Total Health (THG).