Governo vai prorrogar por 90 dias prazo para contestar descontos indevidos por fraude no INSS
Medida deve ser publicada no Diário Oficial desta sexta-feira (27) e amplia novamente o período para aposentados e pensionistas questionarem cobranças não autorizadas
27/03/2026 às 06:49por Redação Plox
27/03/2026 às 06:49
— por Redação Plox
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O governo federal vai prorrogar por mais 90 dias a possibilidade de aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos ligados à fraude no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A medida deve ser publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (27).
Fraude no INSS: PF aponta que esquema funcionava em 3 núcleos
Foto: Reprodução/TV Globo
Prazo já havia sido estendido e será ampliado novamente
O INSS já havia prorrogado o prazo para contestação dos descontos até 20 de março, mas decidiu estender a data novamente.
De acordo com o último balanço divulgado pelo órgão, em 16 de março, mais de 6 milhões de pessoas contestaram as cobranças, e 4,3 milhões já aderiram ao acordo. Ao todo, foram devolvidos aos segurados em todo o país R$ 2,9 bilhões.
Adesão ao acordo prevê ressarcimento administrativo
Ao aderir ao acordo, o segurado concorda em receber o ressarcimento por via administrativa e renuncia ao direito de processar o INSS futuramente pela fraude. Ainda assim, permanece a possibilidade de acionar judicialmente as associações responsáveis pelos descontos.
Pelas regras, podem participar do plano de ressarcimento os beneficiários que contestaram os descontos e não receberam resposta das entidades responsáveis.
INSS alerta para golpes e reforça canais oficiais
O INSS reforça que não envia links por WhatsApp, e-mail ou SMS. A comunicação ocorre exclusivamente pelos canais oficiais: aplicativo Meu INSS, site gov.br/inss, Central 135 e agências dos Correios.
Quem pode aderir ao acordo de ressarcimento
Podem ingressar no plano de devolução os aposentados e pensionistas que:
• contestaram descontos indevidos e não receberam resposta da entidade responsável em até 15 dias úteis;
• receberam resposta considerada irregular, como assinaturas falsas ou gravações de áudio no lugar de comprovantes válidos;
• sofreram descontos entre março de 2020 e março de 2025;
• têm processo judicial em andamento, desde que ainda não tenham recebido os valores — nesse caso, é preciso desistir da ação para aderir ao acordo, que é de natureza administrativa.
Investigação apontou esquema de fraudes em benefícios
Uma investigação da Polícia Federal (PF) revelou um amplo esquema de fraudes e desvios de dinheiro de aposentadorias e pensões do INSS.
Segundo a PF, associações que oferecem serviços a aposentados cadastravam pessoas sem autorização, com assinaturas falsas, para descontar mensalidades dos benefícios pagos pelo INSS.
O caso derrubou autoridades do governo, como o ministro da Previdência e o presidente do INSS. Além disso, foi aberta uma CMPI do INSS para apurar o caso.