Operação Vem Diesel: Polícia Federal do Brasil intensifica fiscalização em postos de combustíveis em MG e mais 10 estados

Operação Vem Diesel apura possíveis aumentos abusivos e combinação de preços; irregularidades podem virar investigação da Polícia Federal

27/03/2026 às 10:39 por Redação Plox

A Polícia Federal e a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), em conjunto com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), deflagraram nesta sexta-feira (27) a Operação Vem Diesel, com ações de fiscalização em postos de combustíveis em Minas Gerais e outros dez estados, além do Distrito Federal.



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As equipes atuam nas capitais, com participação de agentes da ANP, dos Procons e da Polícia Federal. A operação ocorre simultaneamente em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Mato Grosso, Paraná, Paraíba, Rio Grande do Sul, Ceará, Tocantins, Goiás e no Distrito Federal.


A fiscalização está acontecendo em postos da capital de Minas Gerais, Distrito Federal e outros 10 estados.

A fiscalização está acontecendo em postos da capital de Minas Gerais, Distrito Federal e outros 10 estados.

Foto: Divulgação/Polícia Federal


Fiscalização mira possíveis abusos e combinação de preços

Segundo os órgãos envolvidos, a fiscalização tem como foco identificar possíveis irregularidades, como aumento abusivo de preços nas bombas e práticas de combinação de valores entre empresas concorrentes para controle de mercado.

Outras condutas que possam prejudicar o consumidor também estão sendo verificadas durante as ações.

De acordo com a força-tarefa, eventuais irregularidades que indiquem crimes contra a ordem tributária, econômica ou contra as relações de consumo serão encaminhadas à Polícia Federal para investigação.

Procon-MPMG apura aumentos em Belo Horizonte e outras cidades

Em Minas Gerais, o Procon do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG) iniciou, no dia 18 de março, uma operação de fiscalização em postos de combustíveis de Belo Horizonte e outras cidades mineiras para apurar aumentos abusivos nos preços. A ação prioriza estabelecimentos com os valores mais altos.

Segundo o órgão, o objetivo é verificar a regularidade dos preços e garantir transparência nas informações disponibilizadas aos consumidores. Durante a fiscalização, os postos poderão ser notificados a apresentar documentos que comprovem a evolução dos preços, como notas fiscais de compra e registros dos valores nos últimos meses.

MP lembra que lei proíbe reajustes sem justificativa

De acordo com o coordenador do Procon-MPMG, o promotor de Justiça Luiz Roberto Franca Lima, embora os preços dos combustíveis no Brasil não sejam tabelados e sejam definidos em ambiente de livre concorrência, a legislação proíbe aumentos sem justificativa.

Ele afirma que reajustes expressivos ou repentinos podem ser investigados, desde que sejam analisados fatores como custo de aquisição, estoques, despesas operacionais e condições do mercado local.

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