PT aguarda aliados e pode não ter candidato próprio ao governo de Minas
A pouco mais de seis meses da eleição, partido monitora movimentação de Rodrigo Pacheco e revisita histórico de desempenho limitado no estado
27/03/2026 às 13:55por Redação Plox
27/03/2026 às 13:55
— por Redação Plox
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A pouco mais de seis meses da eleição, o PT em Minas Gerais ainda aguarda a definição de aliados para traçar sua estratégia na disputa pelo Palácio Tiradentes. Lideranças do partido avaliam que a legenda não deve ter candidato próprio ao governo e acompanham a decisão do senador Rodrigo Pacheco (PSD), que negocia uma mudança partidária para se lançar como nome do presidente Luiz Inácio Lula no estado.
Reprodução
Se a hipótese se confirmar, com apoio a um candidato de outra sigla, o movimento pode reforçar um histórico de desempenho eleitoral limitado do partido em Minas Gerais desde a fundação da legenda, em 1980.
Desempenho em Minas contrasta com cenário nacional
O desempenho do PT nas disputas mineiras contrasta com a trajetória nacional. Em quase 50 anos de existência, o partido teve apenas um governador em Minas, enquanto ocupou a Presidência da República cinco vezes.
O PT venceu as eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2022 com Lula e 2010 e 2014 com Dilma Rousseff. Nas demais disputas citadas, chegou ao segundo turno: 1989, 1994 e 1998 com Lula e 2018 com Fernando Haddad. De acordo com o levantamento apresentado, em todas as vitórias petistas o candidato do partido à Presidência também foi o mais votado em Minas.
Histórico de candidaturas e resultados no estado
Em Minas Gerais, na eleição de 1982 para governador, o PT ficou em terceiro lugar com Sandra Starling. Em 1986, terminou em quarto com Fernando Cabral. Em 1990, novamente em quarto, com Virgílio Guimarães. Em 1994, repetiu a quarta colocação com Antônio Carlos Pereira. Em 1998, Patrus Ananias ficou em terceiro.
Já em 2002 e 2006, Nilmário Miranda perdeu no primeiro turno para Aécio Neves. Em 2010, o partido não lançou candidato ao governo, e Patrus Ananias foi vice na chapa de Hélio Costa, derrotado no primeiro turno.
Vitória de Pimentel e queda em 2018
Em 2014, o PT registrou seu primeiro e único desempenho vencedor na disputa pelo governo mineiro: Fernando Pimentel venceu Pimenta da Veiga no primeiro turno. Quatro anos depois, ao tentar a reeleição, Pimentel terminou em terceiro, atrás de Romeu Zema (Novo) e Antônio Anastasia (então no PSDB).
A gestão de Pimentel foi descrita no texto como marcada por uma grande crise econômica, com salários de servidores parcelados e repasses a municípios suspensos, quadro que atingiu o Palácio Tiradentes e contribuiu para o fim do mandato com baixa aprovação. Em 2018, Pimentel ficou fora do segundo turno.
Sem candidato em 2022 e aposta em alianças
Na eleição de 2022, o PT voltou a não lançar candidato ao governo. O ex-deputado André Quintão foi vice na chapa de Alexandre Kalil (então no PSD), que perdeu no primeiro turno para Romeu Zema.