Trem de passageiros da Vitória Minas retoma viagem neste sábado após 7 dias de bloqueio de indígenas
Circulação havia sido suspensa depois de protesto por reparação do rompimento da Barragem de Fundão; partidas voltam no sábado (28), às 7h, nos dois sentidos
27/03/2026 às 15:48por Redação Plox
27/03/2026 às 15:48
— por Redação Plox
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As viagens do Trem de Passageiros da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) serão retomadas neste sábado, 28 de março, após uma semana de paralisação provocada por um protesto indígena em Resplendor (MG). A circulação acontecerá normalmente nos dois sentidos, com partidas programadas para às 7h, tanto de Minas Gerais quanto do Espírito Santo.
Vídeo: YouTube
A circulação havia sido interrompida após a última viagem realizada na sexta-feira (20). No sábado seguinte, a linha férrea foi interditada por indígenas tupiniquim em um protesto que reivindicava reparação pelo rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015.
Remarcação e reembolso para quem não embarcou
Passageiros que deixaram de embarcar entre 21/3 e 27/3 podem remarcar o bilhete ou solicitar o reembolso do valor pago pela passagem em até 30 dias.
Mais informações podem ser obtidas pelo canal Alô Vale, no telefone 0800 285 7000.
Protesto na Terra Indígena Tupiniquim, em Aracruz
O bloqueio foi realizado por integrantes das aldeias Caieiras Velha, Irajá e Pau Brasil, localizadas na Terra Indígena Tupiniquim, em Aracruz (ES). O grupo afirma que comunidades originárias foram excluídas do processo de reparação relacionado ao rompimento da Barragem de Fundão, tragédia que impactou o Rio Doce e o litoral capixaba em 2015.
De acordo com o movimento, mais de 1,6 mil tupiniquins seguem fora das medidas de compensação. As críticas são direcionadas às mineradoras Vale, Samarco e BHP.
O que dizem os envolvidos
Durante a mobilização, lideranças indígenas defenderam a legitimidade do ato e relacionaram a reivindicação aos impactos atribuídos ao desastre.
Em nota, a Samarco afirmou que reafirma o compromisso com a reparação integral “nos termos estabelecidos no novo acordo do Rio Doce”.