Endividamento das famílias chega a 49,9% e renova recorde histórico, diz BC
Comprometimento de renda também atinge máxima e números saem às vésperas de novo programa de renegociação de dívidas do governo
27/04/2026 às 12:12por Redação Plox
27/04/2026 às 12:12
— por Redação Plox
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O endividamento das famílias brasileiras chegou a 49,9% em fevereiro e renovou o recorde histórico da série do Banco Central, iniciada em janeiro de 2005. Os dados foram divulgados pelo órgão nesta segunda-feira (27) e mostram alta mensal de 0,1 ponto percentual.
Nesse cálculo, o Banco Central considera o saldo das dívidas das famílias no mês de referência — neste caso, fevereiro — em relação à renda disponível acumulada nos últimos 12 meses.
Movimento no comércio de São Paulo na rua 25 de Março, após o anúncio do aumento do PIB (Paulo Pinto/Agência Brasil)
Foto: Agência Brasil
Endividamento sem imóveis também avança
Ao excluir os financiamentos imobiliários, o nível de endividamento ficou em 31,4% em fevereiro. O resultado também representa um avanço de 0,1 ponto percentual em relação a janeiro, quando o indicador estava em 31,3%.
Comprometimento de renda bate nova máxima
O comprometimento de renda das famílias subiu em fevereiro e atingiu 29,7%, marcando uma nova máxima histórica na série do Banco Central. Na comparação mensal, a elevação foi de 0,2 ponto percentual.
Desconsiderando os financiamentos imobiliários, o comprometimento de renda também avançou e chegou a patamar recorde: passou de 27,2% em janeiro para 27,4% em fevereiro.
Renegociação de dívidas é discutida às vésperas de anúncio do governo
Os números recordes do endividamento ocorrem às vésperas do lançamento de um novo programa de renegociação de dívidas pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A ideia, segundo a reportagem, é anunciar as medidas em 1º de maio, Dia do Trabalho.
A Fazenda e os maiores bancos do país ainda discutem pontos do programa, como o período de atraso das dívidas elegíveis. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, deve se reunir nesta segunda-feira com CEOs de bancos públicos e privados para concluir o desenho do novo Desenrola.