Governo descarta compensar empresas para aprovar fim da escala 6x1, diz Luiz Marinho
Ministro do Trabalho afirma que discussão sobre impactos pode ocorrer após a aprovação da PEC, com análise caso a caso por microsetor
27/04/2026 às 13:04por Redação Plox
27/04/2026 às 13:04
— por Redação Plox
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O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho (PT), descartou nesta segunda-feira (27) a possibilidade de compensar empresas para viabilizar a aprovação do fim da escala 6x1, tema que está em discussão no Congresso Nacional.
A posição do governo é muito clara em relação a isso. Não cabe compensação nesse tipo de benefício para o conjunto da economia, sociedade, as empresas e trabalhadores. Historicamente, sempre, as empresas vêm com um chororô muito grande, que é além da realidade. Essa é a nossa avaliação
Luiz Marinho
PEC sobre redução da jornada avança na Câmara
A mudança é debatida em uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a redução da jornada de trabalho e que tramita na Câmara dos Deputados. O texto foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na última quarta-feira (22) e, agora, será analisado por uma comissão especial, onde o mérito da proposta será discutido.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho • Valter Campanato/Agência Brasil
Pressão por transição e desoneração
Parlamentares da oposição e representantes de setores produtivos defendem a criação de uma regra de transição e também uma desoneração para reduzir os efeitos da mudança trabalhista sobre as empresas.
Governo admite discutir impactos após a aprovação
Apesar de se posicionar contra medidas de compensação no momento, Marinho afirmou que o governo pode discutir impactos da proposta, mas apenas depois da aprovação. Segundo o ministro, a eventual análise dependeria das especificidades de cada microsetor, caso sejam identificados efeitos concretos.
É evidente, o nosso governo é de muita escuta, vocês sabem disso. Se algum nicho de empresas tiver que perceber que tem esse tipo de problema, nós vamos escutar. Mas não é agora, no bojo da redução da jornada, sem redução de salário, que se discute compensação. Porque aí você precisa pegar as especificidades de cada micro setor para observar. Se tiver impacto, seguramente nós vamos olhar, mas não seria agora