PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
A greve de professores e funcionários da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) completou um mês sem desfecho, e estudantes temem perder o semestre letivo.
A paralisação começou em 25 de março, com a adesão dos docentes. Já em 9 de abril, os funcionários técnico-administrativos também decidiram suspender as atividades.
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj)
Foto: Reprodução/TV Globo
Segundo o presidente da Associação dos Docentes da Uerj (Asduerj), Gregory Costa, a categoria pede principalmente a recomposição salarial das perdas inflacionárias, estimadas em 26,35%; a volta dos triênios para todos os servidores; e a recomposição do orçamento da universidade para o fechamento do ano fiscal. Os docentes também cobram o fortalecimento das políticas de permanência e assistência estudantil.
A reitoria da Uerj se reuniu com representantes das categorias em greve e com o governador em exercício, Ricardo Couto, em 16 de abril. De acordo com a universidade, o governador se mostrou sensível à negociação, mas afirmou aguardar o julgamento, no Supremo Tribunal Federal, da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 4917, marcado para 6 de maio.
A ação trata da redistribuição dos royalties do petróleo e pode impactar as receitas do estado.
Atualmente, apenas os alunos da graduação em Direito seguem tendo aulas normalmente. Mesmo assim, estudantes relatam preocupação com os impactos da greve na vida acadêmica e com a segurança no campus.
A gente segue tendo aula normalmente, apesar da decretação da greve da Uerj. Só que, apesar da rotina aparentemente normal, para a gente — e, para mim, tem sido muito ruim. Eu sou do curso noturno e, ao chegar à faculdade, temos que lidar com o prédio completamente vazio. Já tivemos relatos de assaltos dentro da própria universidade durante o período de greve
Ester Carvalho
O temor de perder o período letivo também aparece entre alunos de outros cursos.
Nós estamos aflitos quanto ao período. Vai ser cancelado? Não vai? O que vai acontecer? Precisamos de respostas e estamos pedindo socorro para que algo possa ser feito a nosso favor e em defesa da universidade
afirmou uma aluna de Odontologia.
Uma assembleia geral extraordinária dos servidores técnico-administrativos está marcada para esta terça-feira (28), no auditório da própria universidade.
Segundo a Uerj, a próxima reunião entre o reitor e a comissão formada por grevistas foi agendada para 4 de maio. Na pauta, está a discussão sobre o reajuste do auxílio-refeição, atualmente fixado em R$ 1,5 mil.