MEC e Inep prorrogam inscrições do Enem 2026 até 12 de junho; provas seguem sem mudança
Cadastro é feito pela Página do Participante; taxa segue em R$ 85 e pode ser paga até 17 de junho para quem não tem isenção. Provas seguem em 8 e 15 de novembro.
Crianças e adolescentes Avá-Guarani da comunidade Tekohá Ocoy, em São Miguel do Iguaçu (Oeste do Paraná), estão produzindo obras de fotografia, cerâmica e pintura inspiradas em grafismos tradicionais, memórias coletivas e elementos ancestrais.
As peças farão parte de uma exposição com leilão em Foz do Iguaçu, e a arrecadação será destinada a melhorias no Colégio Estadual Indígena Teko Ñemoingo, que atende estudantes da região.
As peças farão parte de uma exposição com leilão em Foz do Iguaçu.
Foto: Redes Sociais
A iniciativa foi batizada de Tembiapo Mandu’a Porã Ndive — expressão em guarani traduzida como “criar a partir de boas memórias” — e reúne oficinas ao longo de 2026, com atividades como desenho, muralismo, grafite, cerâmica, fotografia e pintura em tela.
As ações são conduzidas com participação de artistas convidados e com apoio de lideranças e professores indígenas da comunidade.
O projeto nasceu de uma parceria entre a organização Cidades Invisíveis e o Hotel das Cataratas, A Belmond Hotel, com ligação a ações de conservação na região do Parque Nacional do Iguaçu, como o Projeto Onças do Iguaçu.
A exposição das obras está prevista para ocorrer no próprio hotel, e a renda do leilão será revertida integralmente para a escola indígena.
Para o professor indígena Gilmar Chamorro, a produção artística é também uma forma de representação e afirmação cultural.
Ele destaca que muitos jovens já demonstravam interesse em desenhar e criar, mas que faltavam oportunidades estruturadas para desenvolver esse potencial e ocupar novos espaços.
A iniciativa foi batizada de Tembiapo Mandu’a Porã Ndive — expressão em guarani traduzida como “criar a partir de boas memórias.
Foto: Redes Sociais
Além do aspecto pedagógico, a comunidade aponta que o projeto ajuda a enfrentar estereótipos ao apresentar a presença contemporânea de indígenas em diferentes frentes, como arte, pesquisa e docência.
O cacique e professor Luiz Mbarak afirma que o contato direto e o diálogo com as comunidades são caminhos para que mais pessoas conheçam a realidade, as expressões culturais e as tradições mantidas no território.
Arrecadação será destinada a melhorias no Colégio Estadual Indígena Teko Ñemoingo, que atende estudantes da região.
Foto: Redes Sociais
A Tekohá Ocoy fica em área próxima ao Parque Nacional do Iguaçu e reúne centenas de moradores Avá-Guarani, sendo citada por instituições da região como um importante espaço de preservação e valorização cultural no Oeste do Paraná.
As atividades e a exposição seguem previstas para 2026, com o colégio como beneficiário direto da arrecadação.