Cavalo mutilado ainda estava vivo durante crueldade em Bananal, diz laudo

Tutor de 21 anos confessou ter cortado as patas do cavalo, mas alegou que o animal já estava morto; perícia confirmou que ele ainda estava vivo

Por Plox

27/08/2025 15h49 - Atualizado há 1 dia

O laudo da Polícia Civil confirmou que o cavalo mutilado em Bananal, no interior de São Paulo, ainda estava vivo no momento em que teve as patas cortadas pelo próprio tutor.


Imagem Foto: Rede Social


A revelação foi feita pelo delegado Rubens Luiz Fonseca Melo nesta quarta-feira (27), em vídeo publicado nas redes sociais. Ele estava acompanhado da médica veterinária Luana Gesualdi, que participou voluntariamente da perícia. Segundo ela, os hematomas encontrados são compatíveis com o animal ainda em vida.

"Quando o animal está morto, não é possível causar hematomas com golpes. Isso só ocorre com o animal vivo"


, explicou.



O delegado reforçou:

"O cavalo estava afrouxado, desfalecido, o que pode ter dado a impressão de morte para quem não entende, mas o laudo confirma que ele ainda estava vivo no momento dos ferimentos".




Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, de 21 anos, foi identificado como o responsável. Ele admitiu ter cometido o ato, mas alegou que o cavalo já estava morto quando cortou as patas. Em entrevista anterior, afirmou estar arrependido e declarou estar embriagado durante o ocorrido.


O caso aconteceu no dia 16 de agosto, durante uma cavalgada na zona rural de Bananal. Conforme o boletim de ocorrência, uma testemunha relatou que o cavalo branco se deitou por exaustão. Nesse momento, o tutor teria dito:

"se você tem coração, melhor não olhar",


antes de sacar um facão e cortar a pata do animal. A testemunha relatou ter passado mal e deixou o local.


A Polícia Civil iniciou as investigações após denúncias. No dia 18 de agosto, ouviu o tutor e a testemunha. O caso foi registrado como abuso contra animais, com agravante pela morte.


O laudo pericial foi encaminhado ao Ministério Público de São Paulo. Até o momento, ninguém foi preso, e as investigações continuam.


A Prefeitura de Bananal, por meio de nota oficial, afirmou ter encaminhado o caso à Delegacia e à Polícia Ambiental assim que tomou conhecimento das imagens que circulavam nas redes. A administração municipal repudiou a crueldade e garantiu compromisso com o bem-estar animal e a punição dos responsáveis.


O caso gerou forte repercussão local e nas redes sociais, onde imagens do cavalo mutilado foram amplamente compartilhadas.



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