Esquema no Detran envolve policiais e despachantes condenados por corrupção

Justiça determina mais de 211 anos de prisão e quase R$ 785 mil em multas a envolvidos em fraudes no Detran-MG

27/08/2025 às 15:35 por Redação Plox

A Justiça de Minas Gerais condenou 15 pessoas, incluindo policiais civis e despachantes, por envolvimento em um esquema de corrupção dentro do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran/MG). As penas somadas ultrapassam 211 anos de prisão, e as multas aplicadas chegam a quase R$ 785 mil.


Imagem Foto:Detran-RJ/Divulgação

As sentenças são resultado da operação 'Êxodo 23', conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), núcleo de Varginha, em parceria com a Promotoria de Justiça da Comarca de Elói Mendes. Segundo o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), os envolvidos integravam uma organização criminosa responsável por crimes como corrupção, falsidade ideológica, prevaricação e usurpação de função pública.


O esquema consistia no pagamento de propinas para que policiais civis e servidores do Detran atestassem falsamente vistorias veiculares que não ocorriam, além de acelerar a emissão de documentos e permitir emplacamentos fora do órgão oficial. A pena mais alta chegou a 19 anos e um mês de prisão. Os réus também foram condenados ao pagamento de R$ 200 mil por danos morais coletivos, e os policiais civis perderam seus cargos.


Conforme o MPMG, apenas os colaboradores das investigações tiveram suas penas reduzidas e não precisarão cumprir prisão em regime fechado. Ainda cabe recurso das condenações.


A investigação teve início em 2019, quando foram cumpridos 16 mandados de prisão preventiva e 21 de busca e apreensão nas cidades de Varginha e Elói Mendes. A operação mobilizou 101 agentes, entre policiais militares, civis, promotores e servidores do Ministério Público, além de 25 viaturas. A apuração se estendeu por dois anos e revelou o funcionamento da quadrilha dentro da estrutura pública.


Compartilhar a notícia

V e j a A g o r a