PL marca convenção em São Paulo para oficializar Flávio Bolsonaro como candidato em 2026
Evento foi anunciado por Valdemar Costa Neto e está previsto para ocorrer na Arena Pacaembu; vice ainda não foi anunciado.
Nas próximas semanas, as atenções em Brasília estarão voltadas para as articulações entre o governo federal e o Congresso Nacional sobre o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil.
Foto: Agência Senado A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, está à frente das conversas com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente. Os encontros buscam consolidar apoio à proposta, que já teve sua urgência aprovada pelo plenário da Câmara no último dia 21 de agosto.
Apesar do avanço, a votação do texto ainda não foi agendada. A oposição, por sua vez, defende mudanças significativas no relatório aprovado em julho pela comissão especial da Câmara, sob relatoria de Arthur Lira (PP-AL). Entre os pontos polêmicos está a sugestão do PL para elevar a isenção para R$ 10 mil, sem apresentar contrapartidas fiscais.
No centro do debate está a taxação dos mais ricos. O projeto original do governo prevê um sistema de compensação por meio da cobrança de alíquotas sobre quem recebe mais de R$ 50 mil por mês, o que equivale a R$ 600 mil por ano. O escalonamento da tributação chegaria a uma alíquota máxima de 10% para rendas anuais a partir de R$ 1,2 milhão.
"O governo quer justiça tributária, mas sem abrir mão da responsabilidade fiscal", argumentou uma fonte ligada à equipe econômica
O texto elaborado por Lira manteve essa lógica de progressividade, com a alíquota mínima de 10% para as faixas mais altas, além de ampliar a faixa beneficiada com descontos regressivos até R$ 7.350. No entanto, membros do Centrão se mostram contrários à proposta de taxar rendas elevadas e exigem alternativas, como cortes de gastos públicos.
A pressa do governo em aprovar o projeto ainda em agosto tem um objetivo claro: garantir que as mudanças entrem em vigor já a partir de 2026. Para isso, será essencial um alinhamento entre as bancadas da base aliada e as forças do Centrão, que têm se mostrado divididas sobre os termos da proposta.
O cenário permanece indefinido, mas as negociações seguem em ritmo acelerado nos bastidores da política em Brasília.