Governo acelera articulação para aprovar nova faixa de isenção do IR

Ministra Gleisi Hoffmann se reúne com líderes do Congresso para destravar votação que amplia isenção do Imposto de Renda para até R$ 5 mil

27/08/2025 às 12:18 por Redação Plox

Nas próximas semanas, as atenções em Brasília estarão voltadas para as articulações entre o governo federal e o Congresso Nacional sobre o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para trabalhadores com renda de até R$ 5 mil.


Imagem Foto: Agência Senado

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, está à frente das conversas com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União-AP), respectivamente. Os encontros buscam consolidar apoio à proposta, que já teve sua urgência aprovada pelo plenário da Câmara no último dia 21 de agosto.


Apesar do avanço, a votação do texto ainda não foi agendada. A oposição, por sua vez, defende mudanças significativas no relatório aprovado em julho pela comissão especial da Câmara, sob relatoria de Arthur Lira (PP-AL). Entre os pontos polêmicos está a sugestão do PL para elevar a isenção para R$ 10 mil, sem apresentar contrapartidas fiscais.


No centro do debate está a taxação dos mais ricos. O projeto original do governo prevê um sistema de compensação por meio da cobrança de alíquotas sobre quem recebe mais de R$ 50 mil por mês, o que equivale a R$ 600 mil por ano. O escalonamento da tributação chegaria a uma alíquota máxima de 10% para rendas anuais a partir de R$ 1,2 milhão.


"O governo quer justiça tributária, mas sem abrir mão da responsabilidade fiscal", argumentou uma fonte ligada à equipe econômica

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O texto elaborado por Lira manteve essa lógica de progressividade, com a alíquota mínima de 10% para as faixas mais altas, além de ampliar a faixa beneficiada com descontos regressivos até R$ 7.350. No entanto, membros do Centrão se mostram contrários à proposta de taxar rendas elevadas e exigem alternativas, como cortes de gastos públicos.


A pressa do governo em aprovar o projeto ainda em agosto tem um objetivo claro: garantir que as mudanças entrem em vigor já a partir de 2026. Para isso, será essencial um alinhamento entre as bancadas da base aliada e as forças do Centrão, que têm se mostrado divididas sobre os termos da proposta.


O cenário permanece indefinido, mas as negociações seguem em ritmo acelerado nos bastidores da política em Brasília.


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