Preso na Europa após fingir morte para fugir com amante
Americano de 45 anos simulou afogamento nos EUA, desapareceu por meses e foi encontrado vivendo com mulher que conheceu online
Por Plox
27/08/2025 14h06 - Atualizado há 3 dias
Um homem de 45 anos foi condenado a 89 dias de prisão após fingir a própria morte para fugir com uma amante que conheceu pela internet. O caso ocorreu nos Estados Unidos e ganhou repercussão internacional quando Ryan Borgwardt, natural de Wisconsin, reapareceu meses depois na Europa.

O plano começou em agosto de 2024, quando Borgwardt simulou ter se afogado durante um passeio de caiaque no Lago Green, a cerca de 160 quilômetros de Milwaukee. Seu caiaque foi encontrado virado, e as autoridades iniciaram uma busca intensa, que durou quase dois meses. Durante esse período, ninguém imaginava que o desaparecimento havia sido meticulosamente planejado.
Conforme as investigações, Borgwardt abriu uma nova conta bancária, solicitou um passaporte novo, pesquisou transferências internacionais, contratou um seguro de vida milionário e até reverteu uma vasectomia. Todos os indícios apontavam que ele preparava uma nova vida fora do país.
Após abandonar o lago, ele percorreu cerca de 100 quilômetros com uma bicicleta elétrica até Madison. De lá, seguiu de ônibus para Detroit, atravessou a fronteira com o Canadá e, posteriormente, embarcou para Paris. Seu destino final foi a Geórgia, no leste europeu, onde se encontrou com uma mulher do Uzbequistão.
Capturado em novembro, ele foi convencido a retornar voluntariamente aos Estados Unidos em dezembro. No tribunal, Borgwardt declarou arrependimento e afirmou querer reparar os danos causados à família. O juiz Mark Slate determinou ainda que ele pagasse US$ 30 mil (aproximadamente R$ 163,4 mil) em indenizações pelas buscas, cujo custo total ultrapassou US$ 50 mil (mais de R$ 272 mil).
O advogado de defesa destacou que o réu retornou por conta própria e já havia quitado a indenização. No entanto, a esposa de Borgwardt, Emily, com quem foi casado por 22 anos, entrou com pedido de divórcio quatro meses depois, alegando que o casamento estava “irremediavelmente quebrado”.
O caso segue chamando atenção pela ousadia do plano e pelas consequências familiares e judiciais enfrentadas pelo protagonista da história.