Estudo associa consumo de café a menos gordura corporal e mais massa muscular

Pesquisa com 2.264 adultos na Finlândia encontrou relações entre maior ingestão da bebida, indicadores metabólicos e composição corporal.

27/08/2026 às 13:27 por Redação Plox

Um estudo publicado no European Journal of Nutrition sugere que o consumo regular de café pode estar relacionado a diferenças na composição corporal e em marcadores metabólicos. A pesquisa analisou dados de 2.264 adultos, com idade média de 46 anos, e foi conduzida por cientistas da Universidade de Oulu, na Finlândia.

Segundo os resultados, pessoas que consumiam mais café apresentavam menor quantidade de gordura corporal e maior massa muscular esquelética

Foto: Agência Brasil


Segundo os resultados

Segundo os resultados, pessoas que consumiam mais café apresentavam menor quantidade de gordura corporal e maior massa muscular esquelética, mesmo quando tinham índice de massa corporal semelhante ao de participantes que bebiam menos café.

Os pesquisadores também identificaram uma associação entre maior consumo da bebida e níveis mais baixos de BCAAs, aminoácidos de cadeia ramificada que, quando elevados no sangue, já foram relacionados à resistência à insulina e ao diabetes tipo 2.

As diferenças também apareceram nos hormônios sexuais.

As diferenças também apareceram nos hormônios sexuais. Entre os homens, maior ingestão de café esteve associada a níveis mais altos de testosterona e a um perfil mais favorável de glicose e insulina. Entre as mulheres, o consumo foi relacionado a níveis mais elevados de uma proteína responsável pelo transporte de hormônios no sangue e à menor disponibilidade de hormônios androgênicos.

Importante: os resultados mostram uma associação, e não comprovam que o café seja responsável diretamente pela redução de gordura ou pelo aumento de massa muscular.


“O café é consumido por milhões de pessoas todos os dias, mas ainda sabemos pouco sobre como ele se relaciona com o metabolismo e os hormônios”, afirmou o pesquisador Luca Verroest, da Universidade de Oulu.
Segundo ele, um dos principais achados foi um conjunto de alterações nos hormônios sexuais, diferente entre homens e mulheres, que se manteve mesmo após considerar fatores como índice de massa corporal e estilo de vida.
O que os resultados indicam
Apesar das associações, o estudo não acompanhou os participantes ao longo do tempo, o que impede afirmar que o café seja a causa direta dessas diferenças.
Os autores defendem que novas pesquisas, com acompanhamento prolongado, são necessárias para entender melhor essa relação e identificar quais componentes do café podem estar envolvidos nesses efeitos.
A bebida contém centenas de compostos, e fatores como preparo, quantidade consumida e características individuais também podem influenciar os resultados.

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