Polícia conclui que Evellyn foi assassinada e aponta pai como mandante em Sabará (MG)

Corpo da menina, levada aos 8 anos em 2023, ainda não foi encontrado; inquérito foi enviado ao Ministério Público.

27/08/2026 às 17:13 por Redação Plox

A Polícia Civil de Minas Gerais informou nesta quinta-feira (27) ter concluído que Evellyn Jasmin Machado Acacio, levada aos 8 anos em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em junho de 2023, foi assassinada. Mesmo após mais de três anos de apuração, o corpo da criança ainda não foi encontrado.


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O inquérito apontou quatro envolvidos. Três deles estão em prisão preventiva, enquanto outro investigado morreu baleado em setembro de 2024. Entre os indiciados está o pai da menina, que, conforme a corporação, teria ordenado a ação. A conclusão policial foi baseada em depoimentos, provas reunidas e na análise dos deslocamentos atribuídos aos suspeitos.

Motivação e desdobramentos do crime

Para a Polícia Civil, a intenção inicial era atingir Katlyn Lorrayne Oliveira, mãe de Evellyn. Os investigadores sustentam que os envolvidos planejavam sequestrá-la e agredi-la, em uma tentativa de impedir que ela mantivesse denúncias contra o ex-companheiro.

A ocorrência começou em um salão de beleza, onde Katlyn estava acompanhada da filha e da cabeleireira Ana Raquel Brito Santana. Katlyn e Ana Raquel foram mortas durante o crime, enquanto Evellyn foi levada pelos suspeitos.

A criança teria permanecido em um cativeiro instalado em um sítio na região de Ravena, também em Sabará. Segundo a apuração, os envolvidos decidiram matá-la porque temiam que ela pudesse identificá-los caso fosse libertada.

Rastreamento orientou novas diligências

Os levantamentos da Polícia Civil indicaram o percurso feito pelos suspeitos após a saída do cativeiro até uma mata próxima à Estrada do Capão, em Sabará. Um dos investigados colaborou com a investigação e apontou a área onde teria visto outro suspeito seguir para dentro da vegetação com Evellyn.

Equipes especializadas fizeram buscas no local em julho de 2026, mas não localizaram os restos mortais da menina. Ainda assim, a corporação considera esclarecida a dinâmica do sequestro e das mortes.

O procedimento foi enviado ao Ministério Público. De acordo com as informações divulgadas nesta quinta-feira, o órgão já apresentou denúncia à Justiça.

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