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O setor de serviços não financeiros empregou 15,9 milhões de pessoas no Brasil em 2024, com remuneração média mensal equivalente a 2,2 salários mínimos. Os dados fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços (PAS), divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Serviços empregaram 15,9 milhões e pagaram média de 2,2 salários mínimos em 2024.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O levantamento identificou cerca de 1,9 milhão de empresas ativas no setor. Juntas, elas movimentaram R$ 3,5 trilhões em receita operacional líquida e geraram R$ 2,1 trilhões em valor adicionado bruto. Os gastos com salários e outras remunerações, como férias e comissões, chegaram a R$ 644,2 bilhões.
Restaurantes, bares, bufês e outros negócios classificados como atividades de alimentação formaram o segmento com maior participação no emprego, concentrando 11,7% das pessoas ocupadas. Em seguida aparecem os serviços técnico-profissionais, com 11,2%, e os serviços de escritório e apoio administrativo, com 8,3%.
Alimentação lidera geração de empregos
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
O setor pesquisado pelo IBGE inclui ainda atividades como tecnologia da informação, telecomunicações, transportes, turismo, imobiliárias, salões de beleza, escritórios de advocacia e serviços de vigilância. Instituições bancárias não fazem parte da Pesquisa Anual de Serviços.
Apesar da média geral de 2,2 salários mínimos, a remuneração varia significativamente entre as atividades. O transporte dutoviário apresentou o maior salário médio, equivalente a 21,1 salários mínimos por mês. Depois aparecem o transporte aquaviário, com 6,9 mínimos, e o transporte aéreo, com 6,6. Nas atividades de alimentação, que lideram em número de trabalhadores, a média ficou em 1,4 salário mínimo.
Diferença salarial chega a mais de 20 mínimos.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Na composição da receita, os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram a maior participação, com 29,4% do total registrado em 2024. O IBGE ressalta que mudanças metodológicas e na coleta de informações interromperam a série histórica da pesquisa, o que impede comparações diretas dos resultados atuais com levantamentos produzidos sob a metodologia anterior.