Corpo de corretora desaparecida é encontrado após 43 dias; síndico confessa o crime
Polícia Civil de Goiás localiza corpo de Daiane Alves de Souza; síndico do prédio e filho são presos, e investigação apura detalhes do crime e histórico de stalking
Uma força-tarefa da Polícia Civil de Goiás localizou, na madrugada desta quarta-feira, o corpo da corretora de imóveis Daiane Alves de Souza, de 43 anos, que estava desaparecida havia 43 dias em Caldas Novas, no sul do estado.
Daiane Alves de Souza, de 43 anos, estava desaparecida desde dezembro do ano passado, em Caldas Novas (GO).
Foto: Divulgação / Polícia Civil.
De acordo com a corporação, o corpo foi encontrado em uma área de mata do município, em estágio avançado de decomposição.
Último registro antes do desaparecimento
As investigações apontam que Daiane foi vista pela última vez na noite de 17 de dezembro, quando desceu ao subsolo do prédio onde morava para verificar um problema de falta de energia em um dos apartamentos que administrava.
O síndico do prédio confessou o crime.
Foto: Divulgação / Polícia Civil.
Imagens de câmeras de segurança registraram a corretora entrando e saindo do elevador e caminhando pelo subsolo do edifício. Depois disso, não houve mais nenhum registro da vítima até a localização do corpo.
Após o desaparecimento, familiares registraram boletim de ocorrência e iniciaram buscas em hospitais, unidades de pronto atendimento e entre amigos, mas nenhuma pista relevante foi encontrada.
Prisão de suspeitos e confissão
Durante a investigação, a Polícia Civil prendeu o síndico do prédio, Cléber Rosa de Oliveira, e o filho dele, Maykon Douglas de Oliveira. A ação foi conduzida por equipes do Grupo de Investigação de Homicídios de Caldas Novas, com apoio do Grupo de Investigação de Desaparecidos e da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios.
O corpo da vítima foi localizado na madrugada desta quarta-feira (28).
Foto: Divulgação / Polícia Civil.
Segundo a polícia, Cléber confessou o assassinato da corretora e levou os investigadores até o local onde o corpo havia sido deixado.
Histórico de denúncias e andamento do inquérito
Antes do crime, o síndico já havia sido denunciado pelo Ministério Público de Goiás por stalking contra Daiane. A denúncia relata que ele teria usado a posição no condomínio para vigiar a corretora por meio de câmeras, interferir no fornecimento de serviços essenciais e constrangê-la de forma recorrente.
A defesa de Cléber nega as acusações e sustenta que ele sempre agiu dentro de suas atribuições legais como síndico.
O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil, que trabalha para concluir o inquérito e esclarecer todos os detalhes do crime.
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