Steinbruch avalia vender CSN em meio a dívidas, denúncia ambiental e disputas regulatórias
Grupo quer reduzir dívida em R$ 15–18 bilhões; CSN nega negociações avançadas para vender a siderurgia e segue ligada à Usiminas por multa no Cade e disputa no STF.
A CSN entrou 2026 com um objetivo explícito: reduzir o endividamento e “equacionar em definitivo” a estrutura de capital por meio de um programa de venda de ativos. Em meio a esse plano, o mercado passou a discutir a possibilidade de a empresa avaliar alternativas estratégicas para a siderurgia — inclusive venda. A companhia, porém, reagiu publicamente: informou que não há negociações avançadas nem compradores definidos e que menções a percentuais específicos de venda seriam especulativas.
Benjamin Steinbruch e planta da CSN em Volta Redonda, Rio de Janeiro
Foto: Reprodução
O tema ganhou força porque o plano de desalavancagem foi formalizado em fato relevante, enquanto a pressão aumenta em outras frentes: rebaixamento de rating, denúncia criminal ambiental em Volta Redonda e contenciosos que conectam CSN e Usiminas — no Cade e em discussão que chegou ao STF.
Plano oficial: vender ativos para reduzir dívida
Em fato relevante à CVM, a CSN comunicou que pretende iniciar em 2026 uma “alienação estruturada de ativos importantes” para desalavancar entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões. Entre as iniciativas destacadas estão a alienação do controle da CSN Cimentos e a venda de participação relevante na CSN Infraestrutura (NewCo).
Siderurgia no debate
Após reportagens apontarem sondagens e estudos envolvendo o braço de siderurgia, a CSN afirmou que segue avaliando alternativas estratégicas (incluindo siderurgia), mas negou que existam tratativas concretas/negociações avançadas ou compradores definidos para venda do negócio.
Pressão financeira: rebaixamento e risco de execução
No dia 19 de janeiro de 2026, a S&P Global Ratings rebaixou a CSN para “B+”, com perspectiva negativa, citando riscos ligados a execução das transações de venda, alavancagem e pressão de liquidez (dívida de curto prazo, capex e juros).
Volta Redonda: denúncia criminal ambiental e pedido de indenização
Em 7 de outubro de 2025, o Ministério Público Federal (MPF) informou ter denunciado a CSN e a Harsco por crimes ambientais em Volta Redonda, apontando contaminação, riscos à saúde e dano ambiental, com pedido de indenização mínima de R$ 430 milhões. A Agência Brasil também noticiou o caso.
Ponto de rigor: denúncia não é condenação. Mas é um fato institucional relevante, com efeitos reputacionais e potenciais obrigações futuras.
CSN e Usiminas: dois imbróglios que seguem vivos
Mesmo com o foco atual no endividamento, CSN e Usiminas continuam conectadas por dois eixos:
Cade – multa no “caso Usiminas” (~R$ 128,7 milhões): o Cade determinou multa contra a CSN no processo ligado à participação na Usiminas e ao cumprimento de obrigações de acordo (TCD).
STF – discussão sobre OPA/tag along: após decisão do STJ no contencioso CSN–Ternium associado à disputa envolvendo ações da Usiminas, a discussão sobre interpretação de regras (OPA/tag along) chegou ao STF. O ministro André Mendonça é o relator desse caso, no qual a CSN tenta forçar a TERNIUM a lhe pagar uma multa bilionária, alegando que houve mudança no controle da Usiminas há cerca de uma década.
Contraste reputacional: Usiminas reforça agenda ambiental publicizada
No contraponto do “modelo” de operação, a Usiminas vem publicizando investimentos ambientais: em página institucional, O grupo informa R$ 3,7 bilhões (2019–2025) em investimentos e grandes manutenções voltadas a equipamentos ambientais em Ipatinga, com foco na redução de emissões de particulados (“pó preto”).
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