Falsos policiais são presos em SP por esquema de extorsão com falsas investigações criminais

Três suspeitos foram detidos na capital paulista acusados de se passar por agentes da 8ª DP de Brasília para exigir transferências via PIX de vítimas em supostos inquéritos; uma delas perdeu mais de R$ 250 mil

28/01/2026 às 08:38 por Redação Plox

A Polícia Civil investiga um esquema em que suspeitos se passavam por policiais para extorquir dinheiro de vítimas. Três pessoas foram presas na capital paulista, na manhã desta quarta-feira (28), apontadas como integrantes do grupo.


Segundo as investigações, os envolvidos exigiam pagamentos sob o pretexto de cumprimento de medidas cautelares em supostas investigações criminais que, na prática, não existiam.

Segundo investigação, suspeitos pediam dinheiro para que medidas cautelares fossem cumpridas em investigações que não existiam.

Segundo investigação, suspeitos pediam dinheiro para que medidas cautelares fossem cumpridas em investigações que não existiam.

Foto: Divulgação / PCDF.


Vítima do DF perdeu mais de R$ 250 mil

De acordo com a apuração, uma única vítima, moradora do Distrito Federal, teve prejuízo superior a R$ 250 mil. Informações reunidas pela TV apontam ainda para outras dez vítimas, localizadas principalmente no estado de São Paulo.


Os agentes também cumpriram quatro mandados de busca e apreensão e fizeram bloqueio de valores em nome dos investigados, como parte das medidas para interromper a atuação do grupo.

Golpe se baseava em falsa investigação criminal

Segundo as investigações, os suspeitos se passavam por policiais da 8ª Delegacia de Polícia de Brasília, entrando em contato com as vítimas por telefone e aplicativos de mensagem. Na abordagem, afirmavam que a pessoa estaria envolvida em uma suposta investigação criminal em andamento.


A vítima era orientada a não procurar advogados, familiares ou outros órgãos policiais, sob a alegação de que qualquer contato externo poderia atrapalhar as investigações, de acordo com a Polícia Civil. O medo de responder a um processo criminal era usado como principal ferramenta de pressão.


Ainda conforme o que foi apurado, os suspeitos exigiam que a vítima transferisse dinheiro para contas controladas pelo grupo, principalmente por meio de PIX, com a falsa justificativa de que os valores seriam necessários para o cumprimento de medidas cautelares.

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