Com R$ 1,41 bilhão, investimento público no audiovisual bate recorde em 2025
Aporte, puxado pelo Fundo Setorial do Audiovisual, cresce 29% em relação a 2024 e 179% frente a 2021, impulsiona milhares de projetos em todo o país e consolida recuperação após crise iniciada em 2018
28/01/2026 às 14:36por Redação Plox
28/01/2026 às 14:36
— por Redação Plox
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O setor audiovisual brasileiro recebeu R$ 1,41 bilhão em investimentos públicos em 2025, o maior volume já registrado na série histórica, de acordo com balanço divulgado pelo governo federal. O montante representa um crescimento de 29% em relação a 2024 e de 179% na comparação com 2021, consolidando um ciclo de expansão após anos de instabilidade.
Segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine), os recursos foram direcionados ao financiamento de filmes, séries, infraestrutura e diferentes etapas da cadeia produtiva do audiovisual. Os números mostram uma combinação de aumento de orçamento, retomada de projetos e ampliação regional da produção.
Com R$ 1,41 bilhão, investimento público no audiovisual bate recorde em 2025
Foto: Reprodução/Freepik
Mais projetos em execução e em fase de captação
Dados da Ancine indicam que, em 2025, 1.556 projetos audiovisuais estavam em execução com recursos públicos já liberados. Outros 3.697 projetos encontravam-se em fase de captação, seja por meio das Leis de Incentivo, seja pela contratação de recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).
Com esse reforço orçamentário, o governo avalia que mais obras brasileiras chegaram efetivamente ao mercado, em diferentes formatos e em diversas regiões do país, ampliando o alcance da produção nacional.
Registro de obras bate recorde na Ancine
O volume de obras brasileiras não publicitárias registradas na Ancine também atingiu marca histórica. Em 2025, foram 3.981 registros, o maior número da série, o que representa alta de 4% em relação a 2024.
Dentro desse total, 2.500 registros correspondem a obras brasileiras independentes, um avanço de 6,7% na comparação anual. Houve ainda crescimento da participação de produtoras sediadas nas regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, que somaram 810 obras registradas em 2025, aumento de 9% frente ao ano anterior.
Fundo Setorial concentra maior parte do financiamento
De acordo com o governo, o Fundo Setorial do Audiovisual foi responsável pela maior fatia do financiamento ao setor em 2025. O FSA contratou R$ 564,3 milhões em investimentos diretos para filmes e séries, além de R$ 411,1 milhões em operações de crédito voltadas à infraestrutura, modernização de estúdios e aquisição de equipamentos.
As Leis de Incentivo liberaram R$ 437,8 milhões no mesmo período, mantendo papel relevante na composição das fontes de recursos do audiovisual brasileiro, segundo a Ancine.
Governo aponta ganhos de eficiência e gestão
O governo relaciona os recordes de investimento a mudanças no modelo de governança e a medidas de modernização administrativa na Ancine. Um dos destaques é a redução do tempo médio entre a seleção dos projetos em chamadas públicas e a contratação pelo FSA, que caiu para 4,7 meses em 2025.
A agência afirma também ter ampliado sua capacidade de análise técnica. No ano passado, foram realizadas 2.212 análises no acompanhamento de projetos audiovisuais, um crescimento de 39% em comparação com 2024, o que, na avaliação do governo, contribui para destravar a execução e qualificar o controle dos recursos.
Recuperação após crise do Fundo Setorial
Os resultados de 2025 são apresentados pelo governo como parte da recuperação do FSA após a crise que se aprofundou a partir de 2018, quando o fundo acumulou déficits e teve suas operações afetadas por problemas orçamentários e de controle.
Em 2025, o Tribunal de Contas da União (TCU) reconheceu o cumprimento das providências adotadas para reduzir o estoque de prestações de contas e regularizar o funcionamento do fundo, segundo informou a Ancine.
Perspectivas e prioridades para 2026
Para 2026, o governo projeta a manutenção do nível de investimentos e a continuidade da execução do Plano de Ação do FSA. Estão previstas reuniões do Comitê Gestor do fundo no primeiro trimestre para definir novas chamadas públicas, além da programação orçamentária e financeira do ano.
Na avaliação oficial, a continuidade das medidas de gestão, fiscalização e aprimoramento da governança é considerada condição essencial para sustentar o atual ritmo de crescimento do setor audiovisual brasileiro.