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Frente fria no oceano e atuação da ZCIT devem manter a sexta (27/2) com precipitações volumosas em grande parte do país, enquanto o Sul tende a ter tempo mais firme.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para receber visitas de deputados, senadores e aliados políticos enquanto está custodiado no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, instalado no Complexo da Papuda, em Brasília, conhecido como “Papudinha”. A decisão sobre o pleito caberá ao ministro Alexandre de Moraes.
Presidente Jair Bolsonaro
Foto: PR/Alan Santos
De acordo com informações publicadas por veículos de imprensa, a defesa de Bolsonaro enviou ao STF um requerimento para liberar a entrada de aliados no local de custódia. Entre os nomes citados estão o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, além de parlamentares do partido.
Segundo essas reportagens, figuram na lista o deputado Cabo Gilberto (PL-PB) e o deputado Hélio Lopes (PL-RJ), além dos senadores Magno Malta (PL-ES) e Wilder Morais (PL-GO). O movimento reforça a tentativa de aliados de manter contato presencial com o ex-presidente, mesmo em regime de custódia.
A solicitação é feita em um contexto de regras rígidas para controle de visitas, que exigem autorização judicial para encontros que não se enquadrem como atendimento de familiares ou de advogados.
Conforme decisão anterior sobre transferência e condições de custódia, divulgada pela Agência Brasil, Bolsonaro tem direito a visitas semanais permanentes de familiares diretos, em dias e horários predefinidos. Já as demais visitas precisam seguir as normas do sistema penitenciário do Distrito Federal e dependem de autorização do STF.
Na prática, isso significa que encontros com políticos e dirigentes partidários não são automáticos e exigem aval do ministro relator. Até a publicação das reportagens citadas, o pedido específico de Bolsonaro para receber deputados, senadores e lideranças do PL ainda estava em análise, sem confirmação pública de autorização para todos os nomes listados.
O caso expõe os limites para a circulação de parlamentares e dirigentes partidários na unidade onde o ex-presidente está custodiado. Ao depender do crivo do STF, cada visita de aliados passa a ter peso político e institucional adicional.
Para parlamentares e partidos, esse filtro judicial tende a restringir articulações presenciais com Bolsonaro, reduzindo o espaço para reuniões frequentes dentro da “Papudinha”.
No debate público, cada novo pedido de visita — e eventual autorização ou negativa — costuma repercutir no Congresso e nas redes sociais, alimentando leituras sobre o grau de apoio, influência e isolamento político do ex-presidente.
Na rotina da unidade, uma eventual autorização pode vir acompanhada de condições específicas, como definição de dias, horários, limites de comunicação e regras internas, o que impacta diretamente a dinâmica de acesso ao local.
O próximo passo será a decisão do ministro Alexandre de Moraes sobre o pedido apresentado pela defesa de Bolsonaro. Caso o STF autorize as visitas, caberá ao relator fixar as condições em que elas poderão ocorrer, como datas, horários e eventuais restrições.
A defesa e os aliados políticos ainda podem formular novos requerimentos ou complementações, a depender do entendimento do Supremo e das normas aplicadas ao regime de custódia.
A apuração jornalística segue em andamento para identificar quais nomes serão efetivamente autorizados a visitar Bolsonaro na “Papudinha”, em que datas e sob quais condições formais.