Ibuprofeno ou nimesulida? Veja quando cada um é indicado e os riscos

Embora usados para tratar dores e inflamações, os dois medicamentos têm diferenças importantes nos efeitos, contraindicações e segurança

Por Plox

28/03/2025 20h46 - Atualizado há 6 dias

Ibuprofeno e nimesulida estão entre os anti-inflamatórios mais utilizados para combater dores, febre e processos inflamatórios no organismo. Apesar de suas indicações semelhantes, os dois medicamentos possuem diferenças significativas quanto ao mecanismo de ação, possíveis efeitos colaterais e o perfil de pacientes para os quais são mais recomendados.


Imagem Foto: FREPIK


Ambos pertencem à classe dos anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) e funcionam bloqueando substâncias que causam inflamação, dor e febre. O ibuprofeno, por exemplo, possui ação analgésica, antitérmica e anti-inflamatória. Costuma ser indicado em casos como dor de cabeça, cólicas, febre, dores musculares e inflamações leves a moderadas.


Por outro lado, a nimesulida tem um efeito anti-inflamatório mais específico, sendo recomendada para situações com inflamações mais evidentes, como dor de garganta, dores articulares e traumas.


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O funcionamento desses medicamentos no corpo também varia. O ibuprofeno age inibindo de forma não seletiva a enzima COX, responsável pela produção de prostaglandinas – substâncias que geram inflamação e dor. Já a nimesulida atua principalmente na enzima COX-2, ligada aos processos inflamatórios, e tende a causar menor irritação gástrica, embora exija atenção especial ao fígado devido ao seu potencial de toxicidade hepática.


No caso de crianças e gestantes, a atenção deve ser redobrada. O ibuprofeno pode ser administrado em crianças, com a dosagem ajustada de acordo com peso e idade. Porém, seu uso não é recomendado para gestantes, especialmente no terceiro trimestre. A nimesulida, por sua vez, não deve ser usada nem por crianças nem por gestantes, sendo seu uso pediátrico inclusive contraindicado em diversos países.



Os efeitos colaterais do ibuprofeno incluem náuseas, dor de estômago e desconforto gástrico. Pessoas com histórico de úlcera, gastrite ou problemas renais devem evitá-lo. Já a nimesulida, embora também possa causar sintomas gastrointestinais, apresenta um risco maior de danos ao fígado, motivo pelo qual pacientes com problemas hepáticos devem evitá-la.


Quanto às dosagens máximas, o ibuprofeno pode ser administrado em até 2.400 mg por dia para adultos, fracionados em três tomadas. A nimesulida tem uma dose diária recomendada de 200 mg, geralmente dividida em duas doses de 100 mg com intervalo de 12 horas.



Um alerta importante: nenhum dos dois medicamentos deve ser usado em casos de dengue. Por serem anti-inflamatórios não esteroides, podem agravar a condição do paciente ao interferirem na coagulação sanguínea e aumentarem o risco de hemorragias, que são frequentes nas formas mais graves da doença. Nestes casos, a recomendação das autoridades de saúde é priorizar o uso de analgésicos mais seguros, como paracetamol ou dipirona, sempre com orientação médica.



A escolha entre ibuprofeno e nimesulida deve considerar fatores como a idade, histórico de saúde, tipo de dor e orientação médica. Em todos os casos, o uso consciente e com acompanhamento profissional é fundamental para evitar complicações.


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