Laudo confirma contaminação em alimentos de pizzaria após surto com mais de 100 doentes e uma morte na PB

Análises do Lacen-PB encontraram Staphylococcus aureus e E. coli na maioria das amostras da La Favorita, em Pombal; estabelecimento foi interditado e caso segue em apuração

28/03/2026 às 14:18 por Redação Plox

Um relatório laboratorial confirmou a contaminação de alimentos servidos em uma pizzaria de Pombal, no Sertão da Paraíba, investigada após um surto que deixou mais de 100 pessoas doentes e terminou com a morte de uma cliente.

As análises foram realizadas pelo Lacen-PB e apontaram a presença das bactérias Staphylococcus aureus e Escherichia coli na maioria das amostras coletadas no restaurante La Favorita. Ao todo, foram examinados sete itens — entre pizzas, carnes e molhos — e seis tiveram resultado positivo. Não houve identificação de Salmonella.

Maioria das amostras apresentou bactérias

Com base nos dados do laudo, os investigadores trabalham com a possibilidade de falhas no manuseio dos alimentos. Uma das linhas apuradas considera que a contaminação pode ter ocorrido durante o preparo, possivelmente por contato com um manipulador com lesões nas mãos, situação que favorece a proliferação de bactérias.

Pizzaria La Favoritta e Raíssa Meritein Bezerra e Silva

Pizzaria La Favoritta e Raíssa Meritein Bezerra e Silva

Foto: Fotos: Frame de vídeo / Instagram | Arquivo Pessoal


Os resultados já foram repassados aos órgãos responsáveis, como a Vigilância Sanitária e o Instituto de Polícia Científica, que seguem com diligências para esclarecer o caso.

Estabelecimento foi interditado em 16 de março

A pizzaria foi interditada no dia 16 de março pela Vigilância Sanitária de Pombal. De acordo com a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa), o estabelecimento apresentava violações graves, incluindo falta de documentação obrigatória, pragas, insetos, alimentos mal acondicionados e condição térmica irregular.

Perícia busca esclarecer causa da morte

Apesar da confirmação de contaminação nos alimentos analisados, exames iniciais feitos no corpo da vítima, Raíssa Meritein Bezerra e Silva, de 44 anos, não indicaram sinais típicos de intoxicação alimentar. Segundo o perito Luiz Rustenes, foram solicitados testes toxicológicos complementares para verificar a presença de substâncias externas que possam ter contribuído para a morte.

A investigação considera duas possíveis infrações: homicídio culposo, quando não há intenção de matar, e a venda de alimento impróprio para consumo, crime previsto na legislação de defesa do consumidor.

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