PF deflagra operação nacional contra abuso sexual infantil e cumpre 159 mandados
Ação ocorre nesta terça (28) em todos os estados e no DF, com 16 mandados de prisão e foco em identificar e prender suspeitos de crimes contra crianças e adolescentes.
O brasileiro Ali Ghassan Nader, de 11 anos, morreu no Líbano após um ataque israelense que também vitimou a mãe, a brasileira Manal Jaafar, e o pai, o libanês Ghassan Nader. Segundo Bilal Nader, tio do menino, os corpos do casal ainda não foram encontrados.
Ali Ghassan Nader, Ghassan Nader e Manal Jaafar, vítimas de um bombardeio no Líbano.
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Em entrevista à TV Globo, Bilal Nader relatou que a família já não morava mais na casa que foi atingida. De acordo com ele, durante o período de cessar-fogo, os três foram até o local para retirar pertences quando o bombardeio ocorreu.
Como deu trégua, que pararam de atacar, eles foram para a cidade onde está a casa deles para dar uma olhada na casa. Aí olharam tudo, tomaram café da manhã, estavam preparando a mala e as coisas que eles iam levar embora da casa
Bilal Nader
Segundo o tio, no momento do ataque, os dois sobrinhos estavam do lado de fora, enquanto Ghassan Nader e Manal Jaafar permaneciam dentro da residência. O menino de 11 anos não resistiu.
Ali Ghassan Nader já foi enterrado. O filho mais velho do casal também estava no local e sobreviveu, de acordo com Bilal Nader, que afirmou que ele se recupera bem.
Neste domingo (26), o Exército israelense iniciou novos ataques no sul do Líbano, apesar do cessar‑fogo em vigor com o Hezbollah ter sido prorrogado até a segunda quinzena de maio. A informação foi divulgada pela agência de notícias francesa RFI.
Pelo menos 14 pessoas morreram e 37 ficaram feridas em ataques israelenses no sul do Líbano no domingo (26).
O Ministério das Relações Exteriores informou que o ataque israelense ao Líbano constitui mais um exemplo de “reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo” anunciado em 16 de abril. Conforme o governo brasileiro, dezenas de civis libaneses, incluindo mulheres e crianças, morreram nesses ataques.
Em nota, o Itamaraty afirmou que expressou condolências aos familiares das vítimas e reiterou a condenação aos ataques durante a vigência do cessar-fogo, tanto por parte das forças israelenses quanto do Hezbollah.
O governo brasileiro vem defendendo nas últimas semanas que as tropas israelenses deixem imediatamente o Líbano. Também tem defendido que o cessar-fogo entre Israel e Irã seja estendido ao Líbano, com garantia da soberania do país.
Segundo o Itamaraty, a família estava em sua residência no distrito de Bint Jeil, no Sul do Líbano, no momento do bombardeio. O ministério afirmou ainda que a embaixada brasileira em Beirute está em contato com a família para prestar assistência.
A ofensiva ocorreu após a emissão de um alerta de evacuação para moradores de sete cidades e vilarejos da região.
Segundo o Exército israelense, os ataques foram motivados por “repetidas violações do cessar‑fogo por parte do Hezbollah”, grupo pró‑Irã que atua no sul do Líbano, de acordo com a RFI. Pelos termos do acordo firmado em abril, Israel mantém o direito de continuar realizando operações militares contra o Hezbollah mesmo durante o período de cessar‑fogo.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quinta-feira (23) a prorrogação do cessar-fogo entre Israel e Líbano por mais três semanas. A decisão foi tomada após uma nova reunião entre autoridades dos dois países em Washington.
A trégua entrou em vigor em 16 de abril e previa duração inicial de 10 dias. Com a renovação, o cessar-fogo deve durar pelo menos até o início da segunda quinzena de maio. Ainda assim, há dúvidas sobre a efetividade do acordo: mesmo em vigor, Israel e o Hezbollah trocaram ataques nos últimos dias.
Nesta quinta-feira, o Hezbollah lançou foguetes contra o norte de Israel, que foram interceptados. Já na quarta-feira (22), ao menos cinco pessoas morreram em um bombardeio israelense no sul do Líbano, entre elas uma jornalista libanesa de 43 anos.