Senado aprova cadastro nacional de condenados por violência contra a mulher

Banco de dados reunirá informações de criminosos condenados por feminicídio, estupro e violência psicológica e seguirá para sanção do presidente Lula

28/04/2026 às 17:49 por Redação Plox

O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (28) o projeto de lei que cria o Cadastro Nacional de Pessoas Condenadas por Violência Contra a Mulher. Como o texto não sofreu alterações em relação à versão aprovada na Câmara dos Deputados, a proposta segue agora para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Na prática, a iniciativa estabelece um banco de dados com informações de pessoas condenadas por crimes como feminicídio, estupro e violência psicológica.


Senadores durante votações no plenário.

Foto: Carlos Moura/Agência Senado


Banco de dados reunirá informações de condenados

Relatado pela senadora Dorinha Seabra (União Brasil-TO), o projeto tem como objetivo impedir que agressores condenados em outras unidades da federação consigam fugir, se esconder ou repetir as agressões.

As informações do cadastro serão compartilhadas entre órgãos de segurança pública da União e dos estados. Sob gestão federal, o banco deverá conter dados como nome do agressor, documentos pessoais, fotografia, impressões digitais e endereço.

De acordo com o texto aprovado, as informações permanecerão disponíveis até o fim do cumprimento da pena ou por até três anos, caso a pena seja inferior a esse período. Já os nomes das vítimas serão mantidos em sigilo.

Proposta integra pacote de medidas aprovadas nos últimos meses

O projeto foi aprovado em meio a outras proposições voltadas à segurança das mulheres que avançaram no Congresso Nacional nos últimos meses. Em março — mês reconhecido pela ONU como o Mês da Mulher —, mais de 20 propostas foram aprovadas pelos plenários e sancionadas pelo presidente Lula.

Entre os textos citados está o PL da Misoginia, que, após aprovação unânime no Senado, enfrentou resistência de parte da oposição na Câmara. A proposta, que será relatada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP), tipifica a misoginia — o ódio à mulher — e a equipara ao crime de racismo, com pena de até cinco anos de reclusão.

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